segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O caminho sem medalhas

O Brasil escolheu o caminho errado no esporte. Errado, se pensarmos do ponto de vista das Olimpíadas. Dificilmente, o País, que é reconhecido internacionalmente pela qualidade de seus atletas, vai conseguir se tornar uma potência olímpica. Aqui, os investimentos feitos nos esportes individuais não são suficientes para que os nossos competidores conquistem mais de dez medalhas nos Jogos. Temos títulos marcantes no esporte coletivo, como o futebol e o voleibol, mas essas modalidades não fazem a diferença no quadro de medalhas. No ano passado, o norte-americano Michael Phelps conquistou mais títulos do que o Brasil em Pequim.
A China, por exemplo, descobriu o mapa da mina ao investir pesado em levantamento de peso e tênis de mesa. Só na primeira modalidade, os anfitriões dos Jogos contam com onze campeões mundiais.
Individualmente, o nosso País vive do brilho de fenômenos, como Robert Scheidt, da vela, e César Cielo, da natação, mas não existe uma política do Comitê Olímpico Brasileiro para aumentar essa galeria de campeões. Um bom exemplo é o tênis, que ganhou força com Gustavo Kuerten, mas não conseguiu, em dez longos anos, preparar o seu sucessor.

Um comentário:

Pierre e Márcia disse...

Verdadeiramente, o Brasil pode ser o país do futebol, mas o que se vê, no geral, é a falta de incentivo e patrocínio no mundo dos esportes. Talvez, por isso, concordamos com o colunista, no que se refere ao surgimento de novos talentos. Vez ou outra explode um talento aqui... outro ali, como Diego Hipólito, Guga e outros.