terça-feira, 3 de março de 2009

Acioli aprova mudanças no judô


As regras do judô sofreram duas modificações importantes neste ano. A duração das lutas diminuiu de cinco para quatro minutos e a pontuação koka não é mais considerada pelos árbitros. Um dos destaques da modalidade em Alagoas, Eduardo Acioli aprovou as mudanças.
“Foi uma adequação às exigências da Europa. O judô ganhou força no continente europeu, despertou o interesse de grandes sistemas de televisão e essas alterações servem para deixar o esporte mais atraente. Com a diminuição da duração do combate, o atleta precisa se preparar mais e também ter mais iniciativa, buscando o ippon (golpe fulminante da modalidade) com determinação”, explicou Acioli.
“O koka não é um golpe, mas uma pontuação. Ele é configurado quando o judoca cai sentado e, simplesmente, a partir de agora, não valerá mais pontos. É bom deixar claro que o koka não foi proibido. Os judocas, na tentativa de um ippon, por exemplo, podem configurá-lo, e nada acontecerá. A luta seguirá normalmente”, completou.
Eduardo ressalta que as modificações foram boas para o judô. “Essas mudanças valorizam o espetáculo, valorizam o ippon. De 1999 para 2000, também para facilitar o acompanhamento das lutas, foi introduzido o kimono azul. Houve resistência, até hoje os tradicionais japoneses não o utilizam, mas a mudança foi benéfica para o esporte. Tudo o que pode dar mais visibilidade à modalidade, tem que ser aprovado. Agora, resta aos atletas treinarem muito para se adaptarem às novas regras o mais rápido possível”.

Classificação - Outra mudança importante no judô diz respeito à classificação dos atletas para as Olimpíadas de 2012, em Londres. Agora, os judocas precisam garantir a pontuação individual para os Jogos, já que não existe mais vaga garantida aos países. Com essa decisão da Federação Internacional de Judô (FIJ), os competidores vão ter que participar de muitos eventos para somar o maior número de pontos.

(Matéria publicada na edição de O JORNAL do último domingo)

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