terça-feira, 10 de março de 2009

Quem quer ser um milionário?


Grande vencedor do Oscar 2009, com nada menos que oito estatuetas, "Quem quer ser um milionário?" conta a história de um rapaz pobre da Índia que participa de um programa de perguntas para ganhar dinheiro, tentando reencontrar seu grande amor. De uma grande favela para as ruas, Jamal Malik encontra as respostas em suas experiências, que são contadas ao longo da trama, temperadas com corrupção, violência, intolerância, exploração sexual e romance.

Ponto alto
Diferentemente do que estamos acostumados a ver nas telinhas, o filme traz cenários diferentes e atores desconhecidos, dá espaço a novos profissionais e alivia os olhos cansados da mesmice.

Ponto baixo
Apesar da inovação no que diz respeito a rostos e lugares, a trama não tem nada a acrescentar. Algumas cenas são engraçadas, outras tristes, mas nada de extraordinário. O filme é cheio de clichês hollywoodianos e, para falar a verdade, não chegou nem perto das expectativas criadas ao redor do vencedor do prêmio de melhor filme da Academia. Num ano especialmente competitivo, há quem diga que ganhou aquele que alivia a má consciência de Hollywood, com sua "denúncia" da miséria e da exploração de crianças na Índia.

Estatuetas conquistadas
Melhor filme, diretor, roteiro adaptado, fotografia, trilha sonora, montagem, som e canção.

Nota: 2 estrelas

4 comentários:

Horácio Tavares disse...

Concordo com a Mariana. O filme não tem nada de extraordinário. A Academia quis apenas mudar o foco da premiação.

Eliane disse...

Não assisti o filme. Já ouvi várias críticas e muitas acreditam que quem deveria levar os prêmios seria o Curioso Caso de Benjamin. Entretanto, acho que vale por mostrar "mazelas" da Índia

Jane Mourão disse...

Parabéns Mariana. Cada dia você me surpreende mais.Não pude ver o filme, mas já li críticas e, com certeza, sob o seu olhar, vou procurar dar a minha visão. O fato de mostrar a miséria, assim como na Vida é Bela, onde mostram a Grande Guerra, sempre desperta o interesse das pessoas. Pena que a realidade não mude e que tudo só se torna possível nas telas do cinema.

Anônimo disse...

Já não se faz filme como antigamente.