terça-feira, 23 de junho de 2009

Fernando Henrique e o paternalismo tricolor

Crédito das fotos: Marino Azevedo/Photocamera

O procurador do goleiro Fernando Henrique (foto), Richard Alda, disse ontem que o jogador perdeu espaço no Fluminense e que vai tentar negociá-lo com outro clube. Usando a desculpa de que o atleta está sendo perseguido por causa de uma disputa política entre o presidente Roberto Horcades e o patrocinador Celso Barros, o procurador tentou valorizar o goleiro, que anda em baixa no Rio de Janeiro.
Discordo de Richard. Fernando foi barrado pelo técnico Carlos Alberto Parreira por estar em má fase técnica. O goleiro falhou em momentos decisivos do Tricolor nesta temporada e já havia perdido prestígio até com a torcida antes de deixar de ser titular. Para complicar sua situação, ele levou o “segurança” que deu um tiro dentro das Laranjeiras no famoso caso do protesto das organizadas.
O correto seria o goleiro trabalhar silenciosamente para tentar recuperar a posição. As palavras de seu procurador demonstram que o Fluminense foi mais paternalista do que profissional nos últimos anos, e isso pode explicar a falta de comprometimento de algumas de suas estrelas. Atualmente, Parreira está trabalhando intensamente para tentar resolver esse grave problema.



Análise técnica - Os dois principais goleiros do Fluminense, Fernando Henrique e Ricardo Berna (foto), têm graves deficiências técnicas. O primeiro se coloca mal e faz as chamadas defesas espalhafatosas, com os pés, por exemplo, por causa desse problema. Além disso, ele não sabe sair do gol, seja por cima, seja por baixo. Fernando também tem uma certa arrogância que irrita a massa tricolor, já que não costuma assumir os erros que comete.
Ricardo Berna também não passa confiança. Ele tem braços curtos para um arqueiro e costuma sofrer gols bobos de fora da área. A vantagem do goleiro é justamente a humildade e a saída do gol por baixo, já que sabe fechar os espaços melhor do que Fernando Henrique.

Números - FH disputou três jogos no Brasileirão deste ano e sofreu quatro gols. Sua última partida foi na goleada sofrida pelo Tricolor contra o Santos, por 4 x 1, no Maracanã, dia 24 de maio. Ricardo Berna disputou quatro jogos e sofreu os mesmos quatro gols. Além dos dois arqueiros, o Flu ainda conta com Rafael, ex-Vasco, que ainda não ganhou uma chance na equipe titular.

Contratação - Por tudo isso, atesto que o Tricolor precisa urgentemente de um jogador que chegue para vestir a camisa número 1, como fez Aranha, ex-Ponte Preta, no Atlético-MG. Para isso, o departamento de futebol precisa investir em bons olheiros. A dica é que o mercado sul-americano está cheio de talentos, basta saber garimpá-los.

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