segunda-feira, 22 de junho de 2009

Raio X da crise política no Fluminense



No Flu, dirigentes Alexandre Faria e Roberto Horcades não conseguem transformar investimento em resultado

Crédito da foto: Alex Carvalho/Photocamera
O Fluminense vive um momento de grande turbulência política. Apesar de alguns conselheiros estarem tentando apagar o incêndio, o presidente Roberto Horcades e o mecenas do clube, Celso Barros (leia-se Unimed), estão em rota de colisão. Os dois divergiram inicialmente em relação à permanência do técnico Carlos Alberto Parreira depois da desclassificação do Tricolor na Copa do Brasil e, depois, na negociação com o lateral-esquerdo Roberto Carlos. Horcades bancou Parreira e descartou o lateral, querendo demonstrar força.


Crédito da foto: Ricardo Ayres/Photocamera

Celso Barros pode ser presidente?

Nos corredores do clube, há quem garanta que Celso Barros (com Parreira e Fred na foto acima) está pensando seriamente em ser candidato à presidência do Flu no próximo ano, derrubando o atual grupo político de Horcades. Para piorar, a crise nos bastidores está afetando o elenco. No Tricolor, atualmente, há o grupo de Xerém - formado pelos jogadores das divisões de base, o da Traffic - que colocou atletas no clube e bancou, por exemplo, a permanência do meia Conca -, e o da Unimed, que recebe salários da patrocinadora oficial. Ninguém sabe quem está no comando e os resultados mostram que o Flu perdeu o caminho das vitórias. Se os líderes do clube não começarem a falar a mesma língua, o futuro do Tricolor será tenebroso. A forma desordenada que o time está postado em campo é apenas o reflexo dos erros de planejamento e da fogueira de vaidades que se transformou as Laranjeiras.

Falta de critério
- Mesmo com dinheiro em caixa, os dirigentes do Flu deram uma aula de como montar um elenco desequilibrado nesta temporada. O atacante Fred, contratado junto ao Lyon, recebe um salário de R$ 350 mil, mas o time não fez o mesmo investimento, por exemplo, no sistema defensivo. O Tricolor não tem hoje um goleiro confiável, seus laterais são pouco produtivos e os volantes não conseguem ter duas atuações seguras durante o Brasileiro. Atualmente, o Fluminense tem dois centroavantes de ofício, Fred e Leandro Amaral, mas não conta com um jogador à altura para cair pelas pontas e fazer as jogadas de linha de fundo. No meio-campo, sem a devida protenção dos volantes, o time fica muito exposto quando joga com Conca e Thiago Neves ao mesmo tempo, já que eles pouco ajudam no combate. Com isso,todo o investimento feito em 2009 está sendo jogado fora.

Salários altíssimos - Entre os dez maiores salários pagos a jogadores do futebol brasileiro em 2009, três são bancados pelo Fluminense. Fred recebe R$ 350 mil, Leandro Amaral R$ 280 mil e Thiago Neves R$ 270 mil. Já o técnico Carlos Alberto Parreira ganha R$ 500 mil mensais.

3 comentários:

Marcelo Lima disse...

Enquanto o fluminense não tive um Centro de treinamento e pessoas comprometidas com o clube, que trabalhem de uma maneira estrutura e organizada continuaremos a ser essa terra de oportunistas. Uma das soluções é tirar esses grupinhos do clube e ter punibilidade para os desmandos administrativos, com implicações jurídicas-civis. Tudo isso passa pela necessidade de alteração do estatuto do clube, incluindo a figura jurídica de sócio-torcedor nos moldes como é feito por exemplo no Internacional, dando direito a voto, trazendo o torcedor de futebol para a política do clube. Transparência também é fundamental para atrair investidores sérios . Não existe projeto, planejamento, ...mais parece um condomínio de prédio...(dos mais desorganizados e que desconfia-se que o síndico está se beneficiando por fora...

Álvaro Cortes disse...

A situação do Flu é mesmo caótica. E, o que é pior, os conselheiros abandoram o clube. Está tudo na mão dessa diretoria incompetente.

Álvaro Cortes disse...

A situação do Flu é mesmo caótica. E, o que é pior, os conselheiros abandoram o clube. Está tudo na mão dessa diretoria incompetente.