sábado, 25 de julho de 2009

Amador, futebol carioca está agonizando


O futebol do Rio de Janeiro afunda na falta de seriedade de seus dirigentes. Os clubes são tocados como se ainda estivem nos tempos do Estado da Guanabara e o profissionalismo passa longe da cartolagem carioca.
Esses desmandos administrativos saem das salinhas, cada vez mais cheias de bate-bocas homicidas, e já fincam bandeira nos gramados dos grandes clubes. A falta de profissionalismo é contagiante e as "estrelinhas" deitam e rolam na Cidade Maravilhosa. Não tem lugar melhor para o boleiro descompromissado: altos salários, desorganização, pouca cobrança e a badalação carioca. Combinação perfeita!
Dessa forma, o futebol do Estado agoniza nesta temporada. O Botafogo não tem dinheiro, divisões de base e também já não conta com os projetos audaciosos dos tempos de Bebeto de Freitas. O clube também parece ter congelado na fotografia batida antes da final contra o Flamengo. A perda do título estadual deprimiu a torcida, os dirigentes e o elenco. O Vasco já paga na Segunda Divisão pelos anos rebeldes de Eurico Miranda, e a dupla Fla-Flu queima na fogueira de vaidades.
Domingo, os dirigentes tricolores e o patrocinador fizeram um cessar-fogo para tentar evitar o mau maior que seria o rebaixamento. Mas, desorganizado, o Tricolor não dá muitas esperanças ao seu torcedor. Sem nenhum critério, foram gastos neste ano rios de dinheiro em contratações mirabolantes e os resultados são ridículos. Por falta de competência, o Departamento de Futebol teve recursos, mas não conseguiu montar o elenco de forma homogênea. Eles gastam R$ 350 mil com o salário do atacante Fred, que se machucou ontem e só volta aos campos daqui a dois meses, e não há reservas à altura. Enquanto isso, o time sofre pela falta de opções defensivas e ofensivas.
O Flamengo não tem recursos para investir e teve a vice-presidência de futebol implodida nesta sexta-feira por causa de estranhamentos políticos. O grupo do presidente Delair Dumbrosk (leia-se Márcio Braga) se transformou em inimigo da turma de Kleber Leite, que apoia o ex-direitor de futebol Plínio Serpa Pinto na eleição deste ano. O conselho também pega fogo e até cadeiras voaram na última assembléia rubro-negra.
Por tudo isso, o brilho do futebol carioca corre o risco de ser ofuscado por uma série de rebaixamentos. Quando os quatro grandes fizerem clássicos na Segundona, talvez, os velhos cartolas resolvam se aposentar e abram as portas dos clubes para o jovem e audacioso profissionalismo. Até lá, os pobres torcedores do Rio terão suas paixões sequestradas.

Um comentário:

Anônimo disse...

É os grande estão caindo. Os times estão se esfacelando. É preciso que eles reajam e dêm alegrias aos seus torcedores. Chega de cartolagem.