domingo, 9 de agosto de 2009

ASA sonha com a Série B

Chegou o grande dia para o torcedor alvinegro. O ASA enfrenta a partir deste domingo, às 16h, em Arapiraca, o maior desafio de sua história. Não que o Rio Branco seja a oitava maravilha do futebol, mas as circunstâncias do mata-mata já transformaram esse duelo num ritual de passagem.
Fico imaginando como está neste momento aquele torcedor que cresceu assistindo ao ASA lutando para chegar ao topo do Alagoano. Num período em que azulinos e regatianos disputavam a hegemonia do futebol local, o time de Arapiraca resistia, ameaçava, mas não beijava a taça no final do campeonato. Mas esses também foram dias de plantio. A terra era forte e, com persistência, faria nascer campeões aos montes.
Com o tempo, o Alvinegro foi ganhando cancha, malandragem, e começou a cortejar os títulos com mais confiança. Jogadores de qualidade vestiam sua camisa e deixavam mensagens de vitória para as gerações seguintes. A cada temporada, o aprendizado aumentava, e, no primeiro descuido da dupla de ferro, veio o golpe de Estado. Com suas bandeiras e gritos de guerra, eles invadiram os campos de Alagoas e, a fogo, escreveram um nome na faixa: gigante.
O apelido ajudou a espalhar a lenda. Em dez anos, o ASA conquistou cinco títulos, colecionou taças e resolveu expandir seu território. Sim, o Norte seria o caminho a ser tomado. No ano passado, cheia de brios, a equipe demonstrou força nos combates nacionais, mas caiu bem perto do castelo.
Os dirigentes não desistiram da ideia e mantiveram Vica no comando da tropa. Sábia decisão! Ele reagrupou a legião e marchou rumo ao sexto título alagoano. Com a base montada, a ordem era dominar os adversários desavisados e, sem fazer alarde, tramar o ataque fulminante.
Hoje, os alvinegros saem da espreita e partem para a batalha mais importante que já travaram. A vitória na Copa do Brasil contra o Palmeiras, por exemplo, perde o valor diante do prêmio que esse grupo pode conquistar. Os atletas têm a oportunidade de fazer parte do inconsciente dessa massa que dorme e acorda defendendo as cores preta e branca. Não estamos diante de apenas dois jogos. Esses encontros representam a transformação de um bravo guerreiro num comandante temido. A Série B seria a consagração desses valentes e a prova definitiva de que o ASA é grande demais para caber num Estado apenas.


CSA x Santa


O técnico do CSA, Celso Teixeira, iniciou a semana com uma formação mais ofensiva para pegar hoje o Santa Cruz, às 16h, no Recife, pela Série D. Na última sexta-feira, o treinador tirou o meio-campista Marco Antônio e pode colocar mais um zagueiro na equipe: Sinval. Com o time atuando nesse sistema, Celso pretende aumentar o poder de marcação e dar total liberdade para os alas Juninho Caiçara e Rafael. No segundo tempo, se o CSA precisar marcar gols, o técnico deve tirar um jogador de defesa e lançar o próprio Marco Antônio, ou até mesmo um atacante, que deve ser o rápido Emílio.

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