segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Bastidores da política regatiana

O já famoso investidor do CRB sumiu. Talvez insatisfeito com os rumos que o clube tomou após a Série C, Ronaldo Trajano desmarcou reuniões em cima da hora, e, segundo o vice-administrativo do Galo, Cícero Santana, não está atendendo os constantes telefonemas da diretoria. Ele é peça-chave nesse grande quebra-cabeça em que se transformou o clube da Pajuçara. Ainda de acordo com Santana, o contrato de parceria com o grupo que investiu no time durante a Terceira Divisão existe, e suas duas cópias estão com Trajano. Esse documento, inclusive, gerou uma série de conflitos no CRB. O Conselho Deliberativo informa que ele não é válido, porque não tem a assinatura de seu presidente, Kennedy Calheiros. A diretoria confirma que o conselho precisa analisar o contrato para decidir se ele é viável ou não para o clube, mas garante que não há multa rescisória no caso de o acordo não ser cumprido. Ou seja, os doze jogadores que teriam parte dos direitos federativos e econômicos vinculados ao investidor continuam sendo do clube.
Para completar a confusão, o conselho fez uma intervenção branca na diretoria regatiana. A partir de agora, Wilton Figueiroa, Edson Valter, Fernando Paiva, Fernando Dacal, Roberto Fernandes e Kenedy Calheiros vão participar do cotidiano do clube para diminuir a distância entre os dois poderes do Galo. Na prática, não sei se essa nova formação vai emplacar. Primeiro, porque há diferenças acentuadas entre esses conselheiros e os integrantes dos vários departamentos do clube, e, segundo, porque haverá gente demais para tomar decisões simples, o que vai acabar burocratizando ainda mais o CRB. Infelizmente, a solução encontrada para contornar o conflito pode gerar novas batalhas políticas dentro da Pajuçara.

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