segunda-feira, 28 de setembro de 2009

As melhores seleções do mundo

O Brasil vai ser o time a ser batido na próxima Copa do Mundo. Os resultados expressivos e o pulso firme do técnico Dunga colocaram o País no topo do ranking da Fifa e fizeram a camisa amarela voltar a ser respeitada.
Hoje - não sei na próxima temporada -, apenas a Espanha pode rivalizar com o Brasil. Esperava-se um duelo na Copa das Confederações, mas, no jogo com os Estados Unidos, a Fúria foi surpreendia pela forte marcação norte-americana e não chegou à final. Melhor para a nossa seleção, que acabou conquistando o título da competição.
Justamente pelo bom desempenho no torneio disputado na África, em condições de pressão e temperatura bem parecidas com as do Mundial de 2010, o Brasil é “barbada” nas casas de aposta.

Tradição - Outro ponto favorável ao time de Dunga é a grande tradição em copas, com cinco canecos conquistados, contra nenhum dos tais espanhóis.Em campo, os times de Brasil e Espanha jogam bonito, mas não são parecidos. A equipe de Dunga é mais rápida, enquanto a de Vicente Del Bosque gosta de cadenciar a partida, trocando muitos passes no meio-campo e atacando sem pressa. Apesar de reconhecer o talento de Villa e Fernando Torres, considero nossos atacantes mais qualificados. Kaká chega de trás com habilidade e velocidade e tabela com o melhor definidor do futebol atual: Luís Fabiano. Talvez pela falta de marketing, Fabuloso, do Sevilla, não está jogando em um dos times mais badalados do Planeta, mas sua eficiência impressiona.
Dunga precisa apenas ter um pouco mais de cuidado com Robinho, que anda em baixa no Manchester City e não vem de uma boa sequência na seleção. Uma alternativa seria Nilmar, que jogou muito bem contra o Chile, mas ainda precisa ser melhor observado para conquistar a vaga de titular. Os testes ideais seriam os jogos de outubro das eliminatórias, contra Bolívia e Venezuela.

Sistema defensivo
- A defesa brasileira também é melhor que a dos espanhóis. Lúcio, Luizão ou Juan estão bem entrosados e, protegidos por um sistema seguro, não preocupam os torcedores. Na Espanha, se destacam no setor Piqué e o lateral-direito Capdevila. Sérgio Ramos e Puyol são jogadores que compõe bem a equipe, mas, individualmente, não merecem destaque. No Brasil, Maicon, quando está inspirado, faz a diferença na lateral-direita, mas André Santos ainda tenta provar que pode ser titular. A lateral-esquerda, aliás, é a posição que mais preocupa o treinador, já que os gols adversários costumam sair por ali e André não foi devidamente testado.
Vantagem espanhola - No gol, os dois países estão bem servidos, com Julio Cesar de um lado e Ilker Casillas de outro. Considero que a Espanha leva vantagem no meio-campo, já que Xavi, Cesc Fabregas e Andrés Iniesta marcam bem e sabem sair para o jogo com desenvoltura. Na Copa das Confederações, por exemplo, Iniesta desfalcou a Fúria por estar machucado desde maio. Talvez por isso o time não tenha sido tão incisivo quanto nas eliminatórias e no título da Euro 2008. Quando o craque do Barcelona voltar à equipe, a tendência é que sua qualidade seja realçada. No Brasil, existe uma certa preocupação em relação à meiúca, já que Gilberto Silva ainda destoa um pouco no setor, e Felipe Melo assustou o treinador após a atuação ruim na partida contra o Chile.

Reservas - Mas, para fechar, diria que os brasileiros ainda ganham dos espanhóis no banco de reservas. Dunga tem boas opções, como Elano, Ramires e Daniel Alves, enquanto Del Bosque não tem substitutos à altura, por exemplo, de Iniesta, Torres e Villa. Dessa forma, afirmo que o Brasil vence esse duelo teórico contra a Fúria. Apenas espero que essas palavras ganhem força no campo de jogo e sejam decisivas num provável encontro na África. Assim sendo, a sexta estrela ficará bem mais perto do peito canarinho.

Outros rivais - Atualmente, fala-se muito em Brasil e Espanha, mas é preciso também ter cuidado com times que costumam crescer durante os mundiais, como é o caso da atual campeã Itália, da França e da própria Argentina, que, se conseguir a classificação e se livrar das excentricidades de Maradona, tem time para fazer frente a qualquer País na África do Sul.

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