quarta-feira, 23 de setembro de 2009

ASA não teve confiança

A taça escapou das mãos alvinegras. Após a derrota em casa ficou mais complicado reverter a vantagem conquistada pelo América-MG. O óbvio dirá, com convicção, que a campanha do ASA superou as expectativas e a meta – a Série B – foi conquistada com louvor. Frio, ele trabalha com números, ao contrário da massa, que tem como ofício o cultivo de sonhos.
Mas, dessa vez, Alagoas poderia ter ficado com a taça se os jogadores do campeão do Estado tivessem acreditado mais no potencial do time. Na decisão pesou a experiência dos americanos. Sempre à espreita, eles buscaram o momento certo para dar o bote e marcar os gols decisivos. Foi assim em Arapiraca; foi assim em Belo Horizonte.
O ASA conseguiu trocar passes e envolveu, por vezes, a defesa adversária, mas o receio da glória impediu o arremate certo. Faltou confiança ao Alvinegro nos dois jogos, e talvez por isso tenha sofrido duas derrotas na decisão, 3 x 1, em Alagoas, e 1 x 0, nas Gerais.
Lamento o resultado porque sei das dificuldades do nosso futebol. Primeiro precisamos ultrapassar os graves problemas financeiros dos nossos clubes para voarmos alto em competições nacionais; depois, vêm as vaidades e os interesses políticos, que precisam ser derrotados para que as equipes não tombem ao longo do percurso. Também não é fácil vencer a concorrência contra mercados fortes e influentes. Por isso contamos nos dedos da mão direita as vezes em que os nossos clubes decidiram campeonatos fora dos limites do Estado. Essas jornadas são inesquecíveis, mas, invariavelmente, nos contentamos com o papel de coadjuvante. É o reconhecimento das limitações que nos faz agir dessa forma.
Desta vez, não vi tanta diferença entre os finalistas. O ASA conseguiu feitos que poucos acreditavam durante essa Série C e tinha, sim, o direito de cortejar a taça. Infelizmente, tal como nos tradicionais filmes americanos, ela preferiu ficar do lado previsível.

Decisivo
- Bruno Mineiro foi o artilheiro da decisão. O atacante do América marcou dois gols nas partidas finais e foi peça fundamental para o título da Série C. Com grandes defesas, o goleiro alagoano Flávio também foi decisivo nos momentos em que foi exigido.

Pra cima deles - Gostei do meia Didira na decisão do último sábado. Foi para cima do América e, no segundo tempo, fez boas tabelas com Renatinho pela esquerda. Rodriguinho, que fez boas partidas na fase dos mata-matas, não esteve tão bem no jogo de Belo Horizonte.

Erro capital -
O árbitro alagoano Charles Hebert esteve no centro do noticiário esportivo no último fim de semana. O erro grave na partida entre Ceará e Paraná parece ter fechado algumas portas para o juiz nas principais divisões do Campeonato Nacional. Ele não viu que o atacante paranista Wellington deu uma cortada no único gol da partida e recebeu punição exemplar da Comissão Nacional de Arbitragem: este ano, não vai apitar mais jogos promovidos pela CBF. Para quem está buscando subir os complicados degraus do futebol nacional, essa queda não vai ser de fácil assimilação.

CSA
- Depois do perdão do Tribunal de Justiça Desportiva de Alagoas, o CSA, agora, direciona o foco para as duas partidas da decisão sub-15. Os jogos contra o Corinthians-AL estão marcados para quinta e sábado e devem ser muito disputados.

Nenhum comentário: