segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Esquadrões inesquecíveis do aniversariante CSA

Maior campeão de Alagoas em todos os tempos, o Azulão comemora hoje 96 de glórias. Este ano, o time do Mutange teve uma vírgula em sua história de títulos, mas o dia será feito para exaltar seus feitos e, por isso, o blog preparou um especial sobre passagens marcantes de sua trajetória.
O torcedor do CSA lembra com orgulho as equipes formadas para a disputa da Taça de Prata nos anos de 1980, 82 e 83. A competição era equivalente à Segunda Divisão do Brasileiro de hoje, e o primeiro esquadrão azulino que chegou à decisão tinha como destaque o meia Peu, um dos grandes ídolos da história do clube.
Em 80, o Azulão fez uma excelente campanha no torneio nacional, somando 21 pontos em 15 jogos. A equipe venceu nove, empatou três e perdeu três, com o ataque marcando 21 gols e a defesa sofrendo 15, saldo de seis. O time alagoano perdeu a decisão para o Londrina, empatando em casa por 1 x 1 e sendo derrotado no Paraná por 4 x 0, dia 18 de maio. À época, todos os torcedores do Azulão sabiam escalar a equipe, que jogava com: Zé Luiz; Joca, Paulinho, Dick e Luizinho; Ronaldo Alves, Alberto Carioca e Peu; Jorginho, Dentinho e Gilmar.
Em 1982, o CSA foi derrotado na final pelo Campo Grande, por 3 x 0, no Rio de Janeiro, em 25 de abril. Nesse ano, o time disputou nove jogos, vencendo cinco, empatando um e perdendo três. O Azulão marcou onze pontos na competição, assinalando 16 gols e sofrendo 14, saldo de dois.
Em 1983, o CSA não passou pelo Juventus/SP, na decisão, e foi derrotado na final por 1 x 0, dia 4 de maio, em São Paulo. Em nove jogos disputados na Taça de Prata desse ano, o Azulão conquistou quatro vitórias, obteve três empates e sofreu duas derrotas, marcando 13 gols e sofrendo 11, saldo de dois.
Apesar de não terem levantando o caneco da competição, os azulinos lembram com saudade as equipes daquela época. Foi justamente nesse período que desembarcou em Maceió um baixinho arisco que atuava como ponta. Jacozinho encantou as plateias do Estado, brilhou até na festa de despedida de Zico do futebol brasileiro e marcou o seu nome na história do futebol alagoano. Com dribles e grandes jogadas, ele não é esquecido pela massa azulina e, de vez em quando, volta a vestir a camisa azul e branca em amistosos da equipe master do CSA.
Nas campanhas de 82 e 83, a base da equipe contava com: Adeildo; Humberto, Ademir, Café e Zezinho; Dequinha, Américo, Jorginho e Romel; Marciano e Jacozinho.

Destaque também na Conmebol de 99

O CSA brilhou intensamente numa competição internacional em 1999. Empurrado pela torcida, o clube conquistou o vice-campeonato da Conmebol, vencendo jogos contra clubes como o Vila Nova/GO e o Estudiantes, da Venezuela, e perdendo a decisão para o Talleres, de Córdoba
O Azulão aproveitou a desistência de clubes tradicionais do Nordeste (Vitória, Bahia e Sport) para participar da competição e, com um time competitivo, fez uma bela campanha. O clube foi convidado para participar do torneio porque foi o quarto colocado do Regional daquele ano. Na primeira fase, o adversário do Azulão foi o Vila Nova, de Goiânia. Na primeira partida, dia 13 de outubro, o time alagoano venceu por 2 x 0, com gols de Missinho e Mazinho, e, no jogo de volta, dia 20, no Serra Dourado, perdeu também por 2 x 0, vencendo o adversário nos pênaltis, por 4 x 3. Na etapa seguinte da competição, o CSA empatou fora de casa, dia 3 de novembro, com o Estudiantes-VEN e venceu em casa por 3 x 1. Mimi e Márcio Pereira (duas vezes) fizeram os gols do Azulão.
Na semifinal, o duelo foi conta o São Raimundo, de Manaus, com o CSA perdendo fora de casa, por 1 x 0, dia 17 de novembro, e vencendo no Rei Pelé, dia 24, por 2 x 1. Nesse jogo, os gols azulinos foram marcados por Fábio Magrão e Givago, no último minuto da partida. Com esse resultado, a definição da vaga foi para os pênaltis e o CSA derrotou o adversário por 5 x 4.



Dois jogos contra o Talleres

Na grande decisão, o Estádio Rei Pelé recebeu mais de 30 mil pessoas no dia 1º de dezembro e os torcedores viram o CSA golear o Talleres/ARG por 4 x 2, com os gols azulinos sendo marcados por Missinho (três vezes) e Fábio Magrão. Na partida de volta, disputada no dia 8 de dezembro, em Córdoba, na Argentina, o CSA perdeu o atacante Fábio Magrão aos quatro minutos do primeiro tempo, expulso de campo. Se aproveitando de o Azulão ter um jogador a menos, o clube argentino partiu pra cima, encurralou o adversário no campo de defesa, chegou a perder pênalti, mas venceu o duelo por 3 x 0, gols de Ricardo Silva, Gigena e Maidana.

Folha – Em 1999, o Azulão não tinha muitos recursos para disputar a competição e seus jogadores recebiam entre R$ 2 mil e R$ 2.500. Apesar dos problemas financeiros, o Azulão honrou o nome do País e de Alagoas e se destacou no cenário internacional.

Destaque – Com cinco gols marcados na competição, o atacante Missinho foi o grande destaque da equipe. Quem também brilhou foi o jovem goleiro Veloso, que foi um paredão nas partidas decisivas.

Salve o maior campeão alagoano

O CSA é o papão de títulos estaduais em Alagoas, com 37 troféus. A primeira conquista do Azulão foi em 1928. Depois, o clube se acostumou a colecionar taças, orgulhando-se de ter dois tetracampeonatos (1955, 56, 57 e 58/ 96,97,98 e 99). No ano passado, depois de nove temporadas de jejum, o clube voltou a levantar o título da competição.
Numa campanha marcada pela superação, o CSA conquistou o Segundo Turno e se credenciou a lutar pelo título contra o ASA, que havia vencido a primeira etapa do campeonato. Embalado, o Azulão derrotou na final o adversário em Arapiraca, por 2 x 1, no dia 1º de maio, e , no dia 4, arrancou um empate em Maceió por 2 x 2.
O Azulão disputou 24 partidas durante o campeonato, vencendo doze, empatando cinco e perdendo sete. O ataque marcou 42 gols e a defesa sofreu 26, saldo de 16. O técnico Celso Teixeira montou a equipe para a competição, mas foi demitido no intervalo do primeiro para o segundo turno, e Zé do Carmo assumiu o comando. Na reta final da competição, Zé foi substituído por Flávio Barros, que não perdeu nenhuma partida à frente do Azulão. O artilheiro do clube na competição foi o atacante Paulinho Macaíba, que marcou 12 gols.
A equipe que disputou a grande decisão jogou com: Gilberto; Deleu, Júnior, Fábio Lima e Marciano; Matheus, Ricardo Miranda, Magno (Gil Baiano) e Jean Carlo (Cleisson); Serginho Baiano e Paulinho Macaíba. Com este título, o Azulão garantiu também a participação na Copa do Brasil deste ano, quando, mesmo diante dos problemas do Estadual, ainda desclassificou o tradicional Santos, com uma vitória por 1 x 0 em Plena Vila Belmiro, gol de Júnior Amorim. Depois, o time foi eliminado pelo Coritiba, com duas derrotas.

Ranking – Atualmente, o CSA é 47º colocado no Ranking da Confederação Brasileira de Futebol, com 389 pontos. A melhor participação do clube na Série A do Brasileiro foi em 1981, ficando na 13ª colocação. Na Copa do Brasil, o Azulão foi o oitavo colocado em 1992.

2 comentários:

Arthurito disse...

Parabéns CSA

Mada disse...

CSA - pela sua luta, pela sua raça, pela sua força, por sua torcida, por vc levar tão bem o nome de sua terra a outras terras brasileiras... Parabéns!!!!!