sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Farsa imperdoável na F-1

A Renault chegou à conclusão de que Flavio Briatore (chefe da equipe) e Pat Symonds (engenheiro chefe) estavam mesmo envolvidos com o escândalo da batida de Nelsinho Piquet no GP de Cingapura e acabou demitindo os dois. Após o depoimento do piloto à Federação Internacional de Automobilismo, além da divulgação da conversa entre Nelsinho e os membros da equipe durante a corrida de 2008, restaram poucas dúvidas em relação ao caso.
Como já escrevi, esse tema precisa ser analisado com muito cuidado pela FIA. Alguns cronistas dizem que o chamado jogo sujo de equipe é comum na Fórmula 1, e que não há motivos para tanto estardalhaço.
Não concordo. As ultrapassagens permitidas entre companheiros de time, por exemplo, eram antidesportivas, mas não colocavam em risco a vida de ninguém, o que não ocorreu nesse caso. Nelsinho poderia ter causado uma tragédia de grandes proporções, se o carro madrinha não tivesse entrado na pista rapidamente. O acidente premeditado naquela posição poderia ter tirado a vida do próprio piloto ou de um colega que o acertasse em alta velocidade, além de colocar em risco os fiscais e até os torcedores.
O desequilíbrio de todos os envolvidos nesse escândalo não pode passar batido. A Renault já avisou que não vai mais defender Briatore e Symonds na reunião extraordinária de segunda-feira convocada pela federação, mas a FIA deve fazer valer a delação premiada e passar a mão na cabeça de Piquet. Diante da gravidade dos fatos, todos os integrantes dessa grande farsa deveriam ser banidos da Fórmula 1. Eles destruíram a ética esportiva e merecem o esquecimento como punição.

Alonso - A grande pergunta que se faz no meio esportivo é se o espanhol Fernando Alonso sabia da armação para lhe favorecer no GP de Cingapura. Pai de Nelsinho, Piquet afirmou na semana passada que ele tinha conhecimento do esquema. A FIA precisa também investigar com cuidado esse assunto e punir o espanhol caso sua participação seja confirmada.

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