quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Guerra fria no futebol alagoano

As confusões geradas por causa de um simples torneio que iria movimentar os clubes nesse final de temporada nos convidam a fazer mais uma reflexão sobre o futebol de Alagoas. Nossos dirigentes precisam entender que a concorrência é acirrada no mundo da bola e que não há mais espaço para choque de vaidades ou briguinhas por causas menores e atenção da mídia.
Este ano, apenas por causa da competência do ASA, conseguimos salvar uma temporada que parecia perdida. O Estadual foi marcado por bate-bocas inúteis e birras de cartolas que pareciam estar no jardim de infância.
Nosso futebol precisa de atitudes adultas e ideias ousadas para sair do ostracismo. O Alvinegro manteve o Estado no centro das atenções ao colocá-lo na vitrine da Série B, mas seu sucesso só foi possível porque o clube se uniu em torno de um ideal comum: o acesso. Sem as brigas políticas de CSA e CRB, o ASA foi profissional e, apoiado por uma massa enlouquecida, montou a equipe mais competente de sua história. O exemplo está aí para ser seguido, mas, diante do caos estabelecido por causa da Copa dos Campeões, já começo a temer até pelo futebol do Alvinegro, que precisa blindar suas paredes contra as investidas de políticos ou de cartolas que podem aparecer em 2010 com propostas mirabolantes.
CSA e CRB foram tão sugados nesses últimos anos, que vivem como anciãos esquecidos num asilo, contando aos mais jovens suas glórias do passado. Presos a correntes arcaicas, eles perderam as perspectivas e hoje lutam com todas as suas forças e de seus fanáticos torcedores para fugir do caos das dívidas acumuladas.
Por isso, o papel dos nossos cartolas é buscar soluções, e não intrigas. Ou alguém duvida de que os dirigentes vão continuar travando disputas particulares no Estadual do próximo ano? Basta um depender do outro para a pauta ser travada. Se eles pensam em mudar o quadro de penúria do futebol de Alagoas, precisam, primeiro, deixar a rivalidade de lado e agir como estadistas. Não peço para que sejam amigos ou se confraternizem nas festas de final de ano, mas apenas esqueçam um pouco a vaidade e acabem com essa guerra fria nos bastidores. Se assim fizerem, vão dar uma bela contribuição para a evolução do nosso arcaico futebol.

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