quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Guerra verbal entre argentinos e brasileiros

O espírito inquieto e debochado de Maradona tomou conta dos boleiros argentinos. Tevez, dileto pupilo de Diego, disse na última segunda-feira que os brasileiros vão jogar na Argentina com medo. A resposta foi dada por Luís Fabiano, que adora entrar numa briga, e o clima hostil está criado para o jogo de sábado, às 21h30, entre Brasil e Argentina. “Parece que é o contrário. Eles que estão falando, que estão preocupados. A Argentina está com medo do Brasil, isso é certo. Eles têm muito a perder. A gente precisa fazer o nosso jogo”, rebateu o camisa 9.
Os jogadores da seleção não podem entrar nas provocações dos rivais. Eles não vivem um bom momento, não estão com o time encaixado e querem criar fatos novos para desestabilizar a equipe de Dunga. O treinador não deu muita confiança às provocações de Maradona, mas precisa a partir da agora fechar seu grupo às palavras disparadas pelo outro lado. O Brasil vive um momento de estabilidade, conquistou títulos importantes nas últimas competições que disputou e não deve ir para o confronto verbal ou físico. Pelo contrário. A força está desse lado.
Em relação aos ataques gratuitos, os jogadores podem seguir a receita dada por um certo holandês chamado Johan Cruyff. Craque da Laranja Mecânica, ele era o terror dos adversários no Mundial de 74. No jogo contra o Brasil, o zagueiro Luiz Pereira tentou desestabilizá-lo de todas as formas: cuspiu, xingou, fez faltas, mas nada adiantou. Concentradíssimo, Cruyff cumpriu seu papel em campo e sua frieza deixou Pereira tão revoltado que acabou sendo expulso. No final do jogo, a Holanda venceu por 2 x 0 e seguiu na Mundial. Ao Brasil, ficou a lição: o antijogo só beneficia o infrator se a vítima cair na armadilha. Às vezes, os mais espertos colocam os óculos pretos de bobos.

Um comentário:

Blog do Deco disse...

Os Hermanos estão é morrendo de medo de passar vergonha depois de tudo o que arrumaram.....