quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Nelsinho deveria seguir os passos de Briatore

Nelson Angelo Piquet desceu mais pesado do cockipit do seu carro naquele dia 28 de setembro de 2008. Ele carregava a culpa da má-fé. O brasileiro atendeu ao pedido do chefe da equipe, Flavio Briatore, e, entre os dois caminhos que poderia seguir, fez a escolha da trapaça, do jogo-sujo.
Li no final de semana que Piquet, o pai, soube da história dois dias depois e ficou revoltado com o filho, passando dois meses sem falar com Nelsinho. Se isso é verdade, não posso afirmar, mas também não há motivos para culpar o tricampeão. Pelo seu histórico, também não acredito que ele tinha conhecimento da farsa.
Voltando ao piloto, falam em punição moral, mas ainda acho pouco. Nelsinho deveria seguir o mesmo caminho de Briatore, até porque ele é maior de idade e dono de uma superlicença que poucas pessoas têm direito. Alegar simplesmente que foi coagido não diminui sua culpa, muito menos a exposição das vísceras do esquema. Vá lá, pela delação premiada deveria pegar, no mínimo, dez anos de suspensão.
Apesar da falta de atitude da FIA, não vejo mais futuro para Nelsinho no automobilismo. Também acho que dificilmente um brasileiro vai perder seu tempo torcendo pela vitória de um piloto marcado pela farsa.
Para encerrar de vez com esse tema, também acho que a entidade máxima do automobilismo foi rápida demais ao inocentar o espanhol Fernando Alonso. Toda a estratégia de corrida do piloto mudou não mais que de repente, os mecânicos desconfiaram, e ele achou tudo normal? Difícil acreditar que um campeão do mundo não tivesse autonomia na Renault para questionar as atitudes suspeitas de Flavio Briatore e Pat Symonds. Diante das meias-medidas dessa punição, temo que a Fórmula 1 seja vista daqui pra frente pelas lentes foscas da desconfiança.

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