quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O desespero argentino

As duas próximas rodadas das Eliminatórias Sul-Americanas vão ter o foco na Argentina. No primeiro treino da seleção brasileira, as perguntas já estavam direcionadas para a grande rival, que agoniza na competição.
Em alta, o Brasil sobe o morro de La Paz no domingo apenas para defender a primeira colocação contra a Bolívia. O passaporte, que é bom, já está devidamente carimbado para a Copa. Do outro lado da fronteira, a panela de pressão ferve na cabeça de Don Diego Armando Maradona, que tem que se explicar à imprensa e à torcida. É inadmissível que uma seleção com Messi no meio-campo tenha resultados tão pífios. O esquema suicida de Maradona é uma das explicações para o fracasso. A Argentina se arvora ao ataque e tem poucas precauções defensivas. Assim, está longe de alcançar o cobiçado equilíbrio. O time ocupa apenas a 5ª colocação nas Eliminatórias e vai jogar sábado, contra o Peru, em casa, e quarta-feira, diante do Uruguai, fora de seus domínios, precisando desesperadamente da vitória. A não classificação para a Copa seria trágica para a bicampeã mundial e poderia significar a despedida definitiva de Maradona como treinador.
Sábado, a tarefa argentina é mais fácil. O Peru é a pior equipe do campeonato e não deve oferecer muita resistência. Com esses três pontos, os argentinos vão se manter na zona de classificação e decidem sua sorte no tradicional duelo com o Uruguai.

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