domingo, 1 de novembro de 2009

O fim da temporada de F-1

A Fórmula 1 se despede, hoje, de uma temporada difícil. No ano em que as vísceras da modalidade foram expostas com as revelações do piloto Nelsinho Piquet, os apaixonados pelo esporte têm pouco a comemorar. A boa nova foi a quebra da hegemonia de McLaren e Ferrari. Os titãs do automobilismo levaram uma rasteira das equipes emergentes, como Brawn GP e RBR, e já começaram a pensar em 2010 no início do segundo semestre deste ano.
A Brawn teve o mérito de melhor interpretar o regulamento e sair à frente das rivais nas primeiras provas. Liderando o projeto do time, o inglês Jenson Button fez a primeira perna do campeonato com a audácia dos grandes campeões e, merecidamente, conquistou o título mundial por antecipação.
Para a corrida de hoje, a partir das 11h (de Brasília), restou a disputa pelo segundo lugar. Sebastian Vettel, da RBR, soma 74 pontos e trava um duelo particular com Rubens Barrichello (72), da Brawn, pelo vice-campeonato.
Rubinho ficou satisfeito com o seu desempenho na temporada, mas, se fosse um pouco mais ousado, poderia, pelo menos, ter adiado a luta pelo título para o GP de hoje, em Abu Dhabi. Ele acabou pagando por suas atitudes burocráticas no início da competição. Com um contrato feito por prova, Rubinho não teve forças para ameaçar o companheiro. No segundo semestre fez grandes corridas, lembrando os seus tempos de divisão de base do automobilismo, mas, como sempre, teve dificuldades no momento de definição e se tornou um coadjuvante na festa protagonizada por Button.

Decepção - Sem dúvida, Nelsinho Piquet foi a grande decepção da temporada. Ele apanhou do carro, foi demitido pela Renault e se tornou pivô de um dos maiores escândalos da história da Fórmula 1. Pode até voltar na próxima temporada, mas sem o respeito dos torcedores brasileiros.

Escapou - O espanhol Fernando Alonso escapou ileso das punições envolvendo a batida proposital de Nelsinho no GP de Cingapura, em 2008, e, de quebra, ainda fechou um belo contrato com a Ferrari. No próximo ano fará um duelo apimentado com o brasileiro Felipe Massa.

Descendo - Kimi Raikkonen, que perdeu o rumo na Fórmula 1 e se despede da temporada com pouco prestígio. Dono do maior salário anual da categoria – R$ 80 milhões –, ele ainda não definiu o seu futuro e, por enquanto, está desempregado.

Subindo - Jean Todt, que deixou de ser chefe da equipe Ferrari e assumiu a presidência da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). O francês tem trânsito livre entre os pilotos e promete fazer uma gestão bem mais participativa que o polêmico Max Mosley.

Circuito - o Circuito de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, é uma obra-prima da arquitetura moderna. Até a entrada nos boxes é uma atração à parte, com os carros passando por baixo da pista principal.

Brasileiros - No próximo ano, o Brasil tem grandes chances de ter, pelo menos, três pilotos na F-1. Barrichello pode acertar com a Williams e Lucas Di Grassi ser efetivado na Renault. De certo, apenas o acerto de Bruno Senna com a novata equipe Campos, da Espanha.

Grid de largada em Abu Dhabi

Piloto----------- Equipe-------Tempo

1 L. Hamilton (ING) McLaren - 1m40s948
2 S. Vettel (ALE) RBR - 1m41s615
3 M. Webber (AUS) RBR - 1m41s726
4 R. Barrichello (BRA) Brawn - 1m41s786
5 J. Button (ING) Brawn - 1m41s892
6 J. Trulli (ITA) Toyota - 1m41s897
7 R. Kubica (POL) BMW Sauber - 1m41s992
8 N. Heidfeld (ALE) BMW Sauber - 1m42s343
9 N. Rosberg (ALE) Williams - 1m42s583
10 S. Buemi (SUI) STR - 1m42s713
11 K. Raikkonen (FIN) Ferrari - 1m40s726
12 K. Kobayashi (JAP) Toyota - 1m40s777
13 K. Nakajima (JAP) Williams - 1m41s148
14 J. Alguersuari (ESP) STR - 1m41s689
15 F. Alonso (ESP) Renault - 1m41s667
16 V. Liuzzi (ITA) Force India - 1m41s701
17 A. Sutil (ALE) Force India - 1m41s863
18 H. Kovalainen (FIN) McLaren - 1m40s983 (punido)
19 R. Grosjean (FRA) Renault - 1m41s950
20 G. Fisichella (ITA) Ferrari - 1m42s184

Nenhum comentário: