sábado, 21 de novembro de 2009

Reflexo do caos no futebol alagoano

A demissão em massa da diretoria alvinegra retrata o quadro caótico do futebol alagoano. O ASA era o lado mais forte da modalidade no Estado, já estava com a base pronta para 2009, tinha projetos e, acima de tudo, perspectivas. Era. Sem recursos suficientes para tocar o ambicioso projeto da Série B, os dirigentes, talvez de forma precipitada, desistiram da batalha. Se a decisão for realmente irrevogável, temo pelo futuro do Alvinegro, que se organizou nas últimas temporadas, conquistou títulos importantes e viveu neste ano o período mais importante de sua história.
Se o ASA está nesse estágio, imaginem os demais clubes e o Campeonato Alagoano. Com as intervenções políticas e do "tapetão", a competição em 2010 não apresenta grandes atrativos. O torcedor anda desconfiado e teme que os resultados de campo sejam anulados por homens engravatados. Além disso, há poucas praças esportivas à disposição dos clubes. No Nelsão, o Corinthians-AL já avisou que não vai permitir que sejam realizados os clássicos entre CRB e CSA. A esperança é o Rei Pelé. Mas será que o estádio terá realmente condições de ser liberado parcialmente no início do ano? Só o sombra sabe.

Bastidores - Há dois meses, surgiu a notícia em Maceió de que o presidente do ASA, Celso Marcos, estava demissionário. A informação ganhou força nos jornais, mas, após algumas promessas, parece que o dirigente resolveu mudar de ideia. Apenas prorrogou sua decisão. Quarta, comunicou que estava saindo do clube ao lado de todos os seus vice-presidentes. Resta saber se a decisão é realmente irrevogável.

Grupo alvinegro - A esperança do torcedor alvinegro é de que o projeto para 2010 seja mantido, mesmo que uma nova diretoria assuma o comando do clube. O grupo para o Estadual já estava praticamente definido, com o técnico Vica escolhendo com critério cada integrante do elenco. Se o trabalho começar do zero, as projeções do Alvinegro para a Série B vão ser sombrias.

CSA - O torcedor do CSA tem duas formas de observar a chave do time na Taça São Paulo. Do ponto de vista técnico, cair no mesmo grupo de São Paulo e Avaí não foi nada bom. Do ponto de vista do marketing, encarar um dos principais clubes da América Latina vai dar prestígio ao Azulão e divulgar o trabalho feito na sua base.

CRB
-O vice de futebol do CRB, Miguel Moraes, garante que a folha salarial do time em 2010 vai ser bem inferior a R$ 100 mil. Com os cofres vazios, o clube pretende investir pesado nas jovens revelações da Pajuçara. Até o acerto com o treinador Paulo Roberto Gillardi acabou sendo uma solução caseira.

Reforços
- Esta semana, o CSA contratou os laterais Vovô e Julio Tatu, o goleiro Heverton e os atacantes Da Silva e Cicinho. O Corinthians-AL fechou com o zagueiro Mendonça, e o CRB acertou com o meia Fábio Jonas.

Nenhum comentário: