quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Seleção quase pronta

A seleção brasileira encerrou, ontem, uma temporada marcante. Sob o forte comando do técnico Dunga, o Brasil fez estragos por onde passou: em 17 partidas foram registrados 14 vitórias, dois empates e apenas uma derrota. Na coleção de triunfos, destaque para os jogos contra a Itália (2 x 0 e 3 x 0), o Uruguai (4 x 0), a Argentina (3 x 1) e a Inglaterra (1 x 0). A única derrota veio na altitude de La Paz, contra a Bolívia, por 2 x 1.
A soma de bons resultados se transformou em três importantes conquistas: o título da Copa das Confederações e o primeiro lugar nas Eliminatórias da África e no ranking da Fifa. O técnico Dunga escolheu os seus homens de confiança, deu moral à tropa e tem um grupo quase pronto para a Copa.
O ponto nevrálgico da seleção continua sendo a lateral-esquerda. No começo da temporada, Dunga apostou em Marcelo, do Real Madrid, que acabou se machucando e não teve uma sequência na equipe. Depois, Kléber, do Inter, foi testado na posição, mas, com o desenrolar dos jogos, perdeu espaço para André Santos, ex-Corinthians e atualmente no Fenerbace. O jogador se destacou na Copa das Confederações, deu a impressão de que iria tomar conta da vaga, mas as suas atitudes fora de campo desagradaram ao treinador, que não o convocou para os amistosos deste mês, contra Inglaterra e Omã. Filipe, do La Coruña, e Michel Bastos, do Lyon, também tiveram chance de mostrar serviço, mas também não demonstraram potencial para tomar conta da camisa número 6.
Se não encontrar soluções emergenciais, Dunga pode até improvisar o lateral-direito Daniel Alves no setor. Essa novidade já foi testada algumas vezes no ano e, bem treinada, pode dar certo na África. A grande dúvida para 2010 gira em torno dos Ronaldos. O Fenômeno e o Gaúcho prometem fazer um trabalho especial para recuperarem a forma até a Copa e ainda conservam a esperança de serem lembrados. Se o Mundial fosse hoje, não iriam.
Pelos números e o bom futebol apresentado em grande parte da temporada, a seleção é a favorita, ao lado da Espanha, à conquista da Copa. O grupo está fechado com o treinador e, além de ter força coletiva, conta com excelentes valores individuais. Na frente, Nilmar vive uma grande fase e pode até barrar o decadente Robinho, que teve um ano marcado por mais perdas do que ganhos e parece estar desmotivado no Manchester City. Se o jogador não retomar a confiança, poderá ver o Mundial do banco de reservas.
Ontem, a vitória por 2 x 0 sobre a esforçada seleção de Omã serviu apenas de confraternização. Os grandes desafios estão por vir e, para se manter no topo, o Brasil vai precisar manter o equilíbrio dentro e fora de campo. Hoje, o escrete é o principal alvo de velhos e perigosos rivais.

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