terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A maldição do craque

A maldição do melhor do mundo vira seus tentáculos para a Argentina. Sim, desde a criação pela Fifa do prêmio de craque da temporada, em 1991, nenhum Bola de Ouro levantou o bi da taça individual mais cobiçada do futebol no ano da Copa. No último Mundial, na Alemanha, o Brasil era o alvo, já que Ronaldinho Gaúcho ostentava a cortejada coroa. Hoje, ela pertence a Lionel Messi, referência do futebol argentino.
Bruxas à parte, tenho uma explicação lógica para a tal “maldição”. A cobrança em cima do melhor jogador do mundo é absurda. A mídia, se já o perseguia antes, passa a praticamente dormir em sua porta. Os próprios torcedores de seu clube e da seleção que defende exigem jogadas perfeitas em cada partida. Erros em série não são permitidos. O atleta também passa a se cobrar mais do que normal ou se envaidece demais pelo status adquirido e perde a concentração.
Outro problema enfrentado pelo número 1 é a fúria dos zagueiros. A caça ao craque é aberta a partir do momento em que ele entrar em campo após a premiação. Todas essas dificuldades são multiplicadas por onze nos anos de Mundial. Por isso, não temo em dizer que o jogador capaz de conquistar o bi no prêmio da Fifa na mesma temporada da Copa vai se tornar o destaque da década. Mas tenho muitas dúvidas se Messi vai ter condições de alcançar esse feito. Jogadores maiores, como Ronaldo e Zidane, não suportaram a pressão e caíram em meio ao combate.

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