sábado, 26 de dezembro de 2009

O novo fenômeno das piscinas

O Brasil tem mais um fenômeno do esporte. A evolução do nadador César Cielo nos últimos dois anos impressiona até os treinadores norte-americanos e já é comparada com a do jamaicano Usain Bolt, que pulverizou os recordes dos 100 metros no atletismo.
No último dia 18, Cielo bateu o recorde mundial dos 50m, que pertencia ao francês Frederick Bousquet (20.94), estabelecido no dia 26 de abril. Disputando o Torneio Open do Brasil, ele estabeleceu o novo recorde em 20.91. Como o chamado supermaiô não vai mais ser utilizado em 2010, é provável que a marca do brasileiro demore um pouco para ser batida.
Campeão olímpico nos 50m, Cielo também bateu neste ano o recorde dos 100m, com o tempo de 46.91. Se mantiver o ritmo, ele tem tudo para se transformar no maior fenômeno das piscinas da história da América Latina. No Brasil, ele já é, disparado, o melhor de todos os tempos.

Investimento
- A Confederação Brasileira de Esportes Aquáticos precisa aproveitar o fenômeno Cielo para formar novos campeões. Com um ídolo nacional nas piscinas, o interesse pela natação triplicou nos últimos anos e o momento é propício para investimentos pesados na modalidade.

O exemplo de Guga - Não me canso de falar do desperdício em relação ao talento de Gustavo Kuerten. No final da década de 90, o tênis virou uma febre no País, mas a Confederação não teve competência para explorar os feitos de Guga e alavancar a modalidade. Agora é que o trabalho de base começa a ser feito com mais qualidade.

Thiago Pereira -
Curiosamente, há alguns anos, Thiago Pereira era a grande esperança da natação brasileira. Mas os especialistas não contavam com a queda de rendimento de Thiago e com a evolução assustadora de César Cielo.

Antidoping - O controle antidoping está cada vez mais rígido. Na semana passada, Cielo disse que as visitas de surpresa podem acontecer a qualquer momento. Ele chegou a ter que interromper um almoço com os pais para fazer o exame no banheiro de um restaurante. “Mas isso já faz parte da vida de um atleta. É incômodo, mas já estou acostumado”, comentou.

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