domingo, 17 de janeiro de 2010

A importância do Nordestão

Os grandes clubes do Nordeste têm a chance de modificar o quadro de penúria pintado na região. Depois da reunião da última quinta-feira, o Nordestão tem todas as chances de voltar a ser disputado, mas sua força vai depender do esforço de cada participante.
Arbitrária, a CBF impôs seu calendário elitista em 2003 e, desde então, vem brigando com os clubes nordestinos na Justiça, já que a Liga moveu uma ação indenizatória no valor de R$ 15 milhões para cobrir os prejuízos causados pela interrupção abrupta do Regional.
O processo se arrasta há algum tempo, e uma solução encontrada pelas partes foi realizar a competição a partir deste ano, com os clubes desistindo da ação. Os dirigentes que compõem a Liga autorizaram o presidente da entidade, Eduardo Rocha, a entrar em acordo com a Confederação para que o Nordestão volte a ser disputado. “Vamos abrir mão de receber os recursos relativos à ação, mas, em contrapartida, vamos poder organizar um campeonato rentável. Essa decisão foi ótima para o CSA, que já pode se planejar dentro de um calendário mais justo”, comentou o vice de futebol do Azulão, Marlon Araújo.
Essa parte do acordo já começa a viabilizar a competição, mas a parte fundamental do negócio depende ainda dos clubes. O Nordestão deve ser disputado paralelamente ao Campeonato Brasileiro, e se os treinadores escalarem times mistos ou reservas, o torneio vai perder força e, em breve, vai ser engolido outra vez pela CBF.
A região, até por uma questão de sobrevivência de seus clubes, precisa demonstrar força no campeonato. Os jogos precisam ser bem disputados para chamar público, mídia e publicidade. Assim, os times vão se fortalecer e, dentro de suas casas, ganhar corpo para os desafios nacionais.

Organização A empresa Top Sports, que vai ser o trem pagador do Nordestão, precisa demonstrar transparência e seriedade na organização do torneio. Como a CBF não vai investir um tostão no campeonato, cabe à empresa buscar outros parceiros e tornar o produto atraente para a TV. Apurei que a Top Sports pretende adiantar cotas para os clubes no valor de R$ 150 mil.

Formato Restringir o Nordestão a 16 clubes é injusto com marcas importantes da região. Por isso, o número de 20 times seria até mais interessante, com a Liga organizando também uma segunda divisão forte, capaz de movimentar quem não estiver na elite.

Campeões - Com três conquistas cada, Vitória e Sport são os maiores vencedores da história da Copa do Nordeste. O Rubro-Negro baiano, inclusive, foi o último campeão, em 2003.

Timão-AL - O Corinthians-AL conquistou o direito de disputar o Nordestão dentro de campo, já que em 2002 o Timão foi campeão da Segunda Divisão do torneio.

CSA - Se participar concomitantemente do Nordestão e da Segunda Divisão do Alagoano, o CSA poderá fazer um investimento maior na formação de seu time profissional.

Nenhum comentário: