domingo, 21 de fevereiro de 2010

O esperado Mundial de Fórmula 1

O mês de março traz como grande atração esportiva a abertura do Mundial de Fórmula 1. A competição começa no dia 14, às 9h (de Brasília), com a corrida do Bahrein. A grande expectativa em torno da disputa tem uma razão simples: os melhores pilotos da categoria estão nas equipes de ponta. Além disso, o fato novo é o retorno do heptacampeão Michael Schumacher. Esses ingredientes chamam a atenção do público e fazem as empresas aumentarem a procura pelas equipes.
Após os escândalos envolvendo McLaren e Renault, a F-1 precisava passar por uma reformulação para recuperar a credibilidade. As punições aos culpados foram brandas pelo tamanho das faltas, mas as novidades deste ano colocaram a sujeira embaixo do tapete e fizeram os torcedores recuperarem o prazer de acompanhar os treinos e aguardar as corridas.
Sem medo de errar, afirmo que esse vai ser o Mundial mais motivado desde a morte de Ayrton Senna, em 1994. Schumacher volta aos 41 anos, na Mercedes, mas não vai ter a vida fácil de outrora. Primeiro, a idade e a falta de ritmo devem pesar um pouco. Segundo, porque os adversários são bem mais fortes hoje. Neste ano, além do alemão, devem entrar na pista em condições reais de lutar pelo título Lewis Hamilton (McLaren), Jenson Button (McLaren), Felipe Massa (Ferrari), Fernando Alonso (Ferrari), Sebástian Vettel (Red Bull) e Mark Webber (Red Bull). Para dar mais molho à competição, ainda há o fato de o regulamento ter sido modificado. A principal alteração é na pontuação, com o vencedor ganhando 25 pontos, o segundo 18, o terceiro 15, até que os dez melhores sejam premiados. A mudança, que pode sofrer ainda um pequeno ajuste neste mês, aumenta sensivelmente o valor das vitórias. Para quem não lembra, o primeiro colocado recebia apenas 10 pontos até o ano passado. Outra alteração importante é o fim do reabastecimento durante as corridas. Com isso, a troca de pneus volta a ganhar força, e a competição entre as equipes vai ficar mais acirrada. Por todas essas novidades, o Mundial de F-1 começa neste ano com expectativas tão grandes quanto as alimentadas em relação à Copa do Mundo.

Três brasileiros certos - A equipe Campos não está garantida na Fórmula 1. Com sérios problemas financeiros, o time luta nos bastidores para conseguir recursos para viabilizar sua participação. Por isso, Bruno Senna segue com o futuro indefinido na categoria. Por enquanto, três brasileiros estão confirmadíssimos na competição: Felipe Massa, da Ferrari, Lucas di Grassi, da Virgin Racing, e Rubens Barrichello, da Williams.

Testes - A última sessão de testes para o Mundial de Fórmula 1 vai ser realizada na Catalunha, de quinta-feira a domingo. Na semana passada, Rubens Barrichello foi a grande surpresa ao fazer o melhor tempo de quinta-feira, em Jerez de La Frontera, também na Espanha.

Desfecho - Neste ano, 19 corridas vão ser disputadas na F-1. A última está marcada para o dia 14 de novembro, em Abu Dabhi. O GP do Brasil foi confirmado pela FIA para o dia 7 de novembro, em São Paulo.

Mercedes - Não procurem no grid a Brawn GP. Para quem não sabe, a equipe campeã do mundo se transformou em Mercedes e terá Schumacher como primeiro piloto.

Ingleses dominam a Fórmula 1

O historiador João Carlos Castello Branco Filho chama atenção para o fato de o Brasil ter liderado por muitos anos o ranking de campeões da Fórmula 1, com oito títulos, mas a imprensa pouco divulgou esses números.
“O Galvão Bueno, por exemplo, só mencionou essa lista uma vez. Infelizmente, perdemos a hegemonia há dois anos, com os títulos dos ingleses Lewis Hamilton e Jenson Button. Agora, a Inglaterra comanda o ranking, com nove conquistas. A diferença é que eles chegaram a esses números com sete pilotos, sendo dois títulos com Graham Hill (foto); nós, com apenas três – Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna”, comentou João Carlos.
O historiador também destaca os impressionantes números do alemão Michael Schumacher. “Sozinho, ele quase empatou com o Brasil, que estava no topo há pouco tempo. O alemão tem sete títulos mundiais, com um penta e um bi. O segundo no ranking é o argentino Juan Manuel Fangio, com cinco títulos”.
Entre as equipes, segundo João, a Ferrari é a maior vencedora, com 15 títulos divididos entre oito pilotos. Grande rival da equipe italiana, a McLaren está segundo na lista, com 12 títulos, divididos em sete pilotos. “A Williams vem em terceiro, com sete campeonatos, e a Lotus, que está voltando este ano às pistas, tem seis mundiais, com cinco pilotos. Este ano, Schumacher pode se igualar ao Brasil e aumentar ainda o seu recorde absoluto”, disse João Carlos.

Curiosidades – O austríaco Jochen Rindt é um campeão póstumo da F-1. Ele morreu na curva Parabólica, de Monza, no dia 5 de setembro de 1970, mas só foi campeão no dia 4 de outubro daquele ano. Outro fato curioso é que, em 1988, no Grande Prêmio do Brasil, Nelson Piquet foi o primeiro piloto que correu num autódromo com o próprio nome.

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