sábado, 13 de março de 2010

Barrichello quer surpreender na Williams

Rubens Barrichello teve uma temporada exceção no ano passado. Após alguns anos no ostracismo, ele voltou a sonhar com o título por causa do projeto revolucionário da Brawn GP. Nesta temporada, sua ex-equipe virou Mercedes, e ele mudou de casa. Hoje, estreia na tradicional Williams, que já dominou a Fórmula 1 por alguns anos, conquistou nove títulos mundiais de construtores, mas assumiu nesta década o papel de coadjuvante.
“As duas vitórias em 2009, em Valência e Monza, provam que aos 37 anos ainda tenho muita gana e velocidade para continuar competitivo na categoria. Ter ajudado a equipe a conquistar o título de construtores foi muito legal, porque eu sei como essas pessoas batalharam e se uniram para superar as dificuldades. Foi um ano muito especial, um ano definitivamente vencedor”, disse o piloto.
O carro da Williams desse ano é mais confiável que o da temporada passada. Alimentada pelo novo motor Cosworth, a equipe conseguiu destaque nos testes, principalmente na chuva, e pode surpreender em algumas provas. Rubinho será mesmo o desenvolvedor do projeto, já que o alemão Nico Hulkenberg, apesar de ser muito rápido, ainda precisa ganhar mais rodagem na categoria.
“Acho que estamos fortes. Estou otimista, mas é muito difícil tirar uma conclusão a respeito de onde estamos, por isso vou esperar para ver. Será uma temporada fantástica, com as novas equipes, os novos pilotos e o novo regulamento", disse Barrichello.
Com 288 provas, Rubinho é o recordista de GPs disputados na F-1. Ele chegou ao Bahrein com 11 vitórias, 14 poles, 68 pódios e 607 pontos marcados.

A equipe – A Williams já disputou 534 GPs na Fórmula 1, vencendo 113, conquistando 125 poles e levantando sete mundiais de pilotos. O chefe do time continua sendo o experiente Frank Williams.
“O que me impressionou na Williams foi a pontualidade exigida dos funcionários. Atrasei cinco minutos no primeiro dia, e foram me buscar pelo colarinho. Disseram: ´Se você atrasa cinco minutos, deixa os mecânicos que trabalharam a madrugada inteira esperando. No final do ano, esses cinco minutos vão se transformar em meia hora. É falta de respeito´. Esse tipo de cobrança não aconteceu em nenhuma outra equipe em que trabalhei, mas não é difícil mudar os hábitos”, declarou Rubens Barrichello.

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