sábado, 13 de março de 2010

Bruno inicia a segunda geração Senna

Na Fórmula 1, um sobrenome ainda tem a força de um motor turbo da McLaren. O tempo e a tragédia do dia 1º de maio de 1994 não conseguiram tirar do inconsciente de muitas gerações o poder da palavra “Senna”. E essa inquieta palavra volta a ganhar novas histórias no Mundial desta temporada com a estreia de Bruno, sobrinho de Ayrton.
O peso do sobrenome abriu algumas portas para o jovem piloto de 26 anos, mas foi o talento que o trouxe à categoria mais importante do automobilismo.
Apesar de ter queimado etapas nas categorias inferiores das corridas, Bruno Senna tem base técnica e conseguiu destaque nas Fórmulas Renault e 3 Inglesa. O problema do piloto para este ano é o carro. A princípio, a equipe do brasileiro seria a Campos, mas, por falta de recursos, o time dificilmente estrearia no Mundial. O dinheiro veio com José Luis Carabante, que comprou a escuderia de Adrian Campos, e o projeto foi desenvolvido inteiramente no computador. A equipe foi batizada de HRT e entra em cena sem ter participado de nenhum dos três testes oficiais.
Apesar dos problemas, Bruno diz que o trabalho está evoluindo. "O pessoal está 24 horas direto em cima do carro. O que conseguimos até agora foi algo fora do comum, até porque tem muita gente nova. O progresso no desenvolvimento do carro é visível", comentou o brasileiro. Sobre o motor, Bruno demonstrou cautela: "Ainda vamos ter de aprender a lidar com motor e câmbio para tirarmos nossas próprias conclusões", ponderou.
O objetivo da equipe é fazer ajustes no carro durante as corridas da Ásia e Oceania para colher resultados melhores na chamada temporada europeia da Fórmula 1.


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