quinta-feira, 25 de março de 2010

Fórmula 1 chega a Melbourne

A Fórmula 1 foi alvo de muitas críticas após o GP do Bahrein. Torcedores e jornalistas pegaram carona na declaração de Michael Schumacher sobre as dificuldades que os pilotos enfrentam para fazer ultrapassagens e resolveram atacar o Mundial. Os chefões da Federação Internacional de Automobilismo acharam até que exageram nas mudanças no regulamento e o clima andou pesado nos paddocks.
O tira-teima está marcado para a madrugada de domingo, às 3h (de Brasília), no GP de Melbourne, Austrália. A pista tem pouca aderência e o circuito é uma mistura de autódromo e corrida de rua, o que aumenta o grau de dificuldade, forçando os pilotos a colocarem seu talento em prática.
Obviamente, as favoritas vão continuar dando as cartas. Pela ordem, Ferrari, RBR, McLaren e Mercedes podem se alternar entre elas ao longo da temporada, mas o título vai mesmo ficar nesse bloco.
Na Austrália, Felipe Massa (foto) precisa deixar para trás o impacto do retorno às pistas para começar o duelo com Fernando Alonso. Os dois primeiros colocados do campeonato vão mesmo lutar pelo título, mas o brasileiro não pode deixar o espanhol escapar na liderança, sob pena de a equipe aumentar o staff de Alonso e relegar Felipe a condição de fiel escudeiro.
Sebástian Vettel, que sobrou na prova do Bahrein até seu carro ter um problema de escapamento, cobra confiabilidade das máquinas fabricadas pela Red Bull. Rápidas elas são, mas, quando os pilotos pisam mais forte, o carro sofre. Como no Bahrein as condições eram extremas, é possível que a RBR se destaque na Austrália. Para Lewis Hamilton, por exemplo, Vettel é o grande favorito para ficar com a taça. Massa discorda, e aposta na Ferrari.
Também neste fim de semana, Michael Schumacher, que detonou a competitividade da F-1, espera ter desenferrujado no Bahrein para atacar o pelotão de frente com a banca de um heptacampeão. Por fim, a McLaren vai tentar melhorar sua performance. O terceiro lugar conquistado por Hamilton na primeira prova foi um excelente resultado se levarmos em conta que o time inglês ainda não encontrou o encaixe perfeito em 2010.

Troca de pneus - A revolução deste ano pode vir dos boxes. O recorde de troca de pneus pertence à Benetton, que trabalhou por apenas 3,8 segundos no carro de Ricardo Patrese durante o GP da Bélgica de 1993. A Mercedes promete desafiar o tempo e fazer a troca em impressionantes 2s5. A RBR vai mais além e garante que, num treino, precisou de 1,8 segundo para executar a tarefa. Temos ainda 18 corridas para ver quem pode bater a marca da Benetton.

 Pedido especial - Michael Schumacher pediu à Mercedes nesta semana para que os mecânicos fizessem ajustes no carro de acordo com seu estilo de pilotar. O alemão prefere que a máquina tenha a traseira mais solta. Ele teve dificuldades com o carro no Bahrein e já espera mudanças na Austrália.

Dança da chuva - De acordo com a meteorologia da Austrália, há 40% de probabilidade de o treino de sábado, também às 3h (de Brasília), ser realizado em baixo de chuva. Para a corrida, as chances de chover caem para 30%. Esse seria um ingrediente interessante para apimentar a prova e deixá-la imprevisível.

Detalhes do circuito - O Circuito da Austrália chama-se Melbourne Grand Prix e foi inaugurado em 1996. Ele tem 5.303 metros e neste ano a prova será completada em 58 voltas. A pista traz ótimas recordações para Michael Schumacher, que venceu por lá quatro vezes (2000, 2001, 2002 e 2004). Com seis vitórias, a Ferrari foi a equipe que mais se destacou em Melbourne. Até hoje, foram disputadas 14 corridas de F-1 nesse circuito.

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