domingo, 7 de março de 2010

O tempo pegou o goleiro Marcos

O futebol não costuma perdoar os ídolos. O tempo passa bem rápido para os boleiros e, no período de férias de uma temporada para outra, sua ação silenciosa pode fazer estragos. Na última quarta-feira, o personagem de mais uma armadilha do tempo foi o goleiro Marcos, do Palmeiras.
Ninguém foi mais ídolo no Verdão do que ele na última década. Teve momentos brilhantes, como no título da Libertadores de 1999, foi titular absoluto de Felipão na conquista do penta pela seleção brasileira e, até ser bombardeado por uma série de lesões, era um jogador incontestável, tanto que o clube vendeu o excelente Diego Cavalieri para o Liverpool.
Mas os torcedores vivem do presente e se alimentam de vitórias. Erros em série conseguem minar qualquer ídolo, e é justamente isso o que está acontecendo com Marcos.
Aos 36 anos, ele já não tem a mesma elasticidade e os reflexos de seus dias de glória e começa a colecionar falhas. Na última delas, contra o Santo André, ele prometeu, talvez de cabeça quente, que o “sofrimento” da torcida por causa de seus erros iria acabar, no máximo, até o fim desta temporada.
O desgaste entre a massa e o ídolo é evidente. Quem também começa a passar por esse processo é Rogério Ceni, o símbolo das maiores conquistas da história do São Paulo. Jogadores da mesma geração, eles já ensaiam as despedidas. Falando especificamente dos grandes paulistas, lembro que feliz foi o goleiro Ronaldo. Ele começou a sentir a idade interferir em suas atuações quando já estava longe do Parque São Jorge. Se envelhecesse no Corinthians, seria também uma vítima da ingratidão. Infelizmente, esta é a lei da bola.

O Irreconhecível Pet - No segundo semestre do ano passado, o sérvio Petkovic parecia ter tomado o elixir da juventude. Aos 37 anos, engrenou uma sequência de excelentes atuações e foi fundamental para o título do Flamengo. Nesta temporada, seus super-poderes dão sinais de que começam a sumir. O jogador não entrou em forma após a pré-temporada, e as brigas com a diretoria o fizeram perder parte da motivação. Hoje, Pet não é nem a sombra do que foi num passado bem recente.

Torcida do Vasco - A torcida do Vasco anda mesmo de mal com o time. Após a perda do título da Taça Guanabara para o Botafogo, a massa deixou de prestigiar os jogos do clube. Contra o Sousa-PB, pela Copa do Brasil, foram apenas 593 pagantes no Rio. Pelo Estadual, contra Volta Redonda e Bangu, os públicos foram de 986 e 932 pagantes, respectivamente.

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