quarta-feira, 23 de junho de 2010

As perguntas da Copa

Algumas perguntas são comuns nesse período de Copa. Após o jogo entre Brasil e Coreia do Norte, muita gente ficou em dúvida sobre o potencial da seleção. Os mais precipitados garantiam: se jogou mal assim contra um adversário fraco, imagine quando enfrentar as fortes seleções de Costa do Marfim e Portugal.
Felizmente, essas conjecturas não têm vida longa no Mundial. Cada jogo tem sua história. Uma equipe pode oscilar muito de acordo com o adversário, as condições psicológicas de seus atletas e até o ambiente, isso sem falar nos aspectos físicos e técnicos. A prova dos nove foi realizada no último domingo. Por ter atuado mal no jogo de estreia, o Brasil corria sério risco de perder dos marfinenses. Não foi nem ameaçado.
A postura foi outra e a vitória conquistada até com um certo grau de facilidade. Mas isso também não quer dizer que temos uma seleção imbatível. Estamos, sem dúvida, entre os favoritos do Mundial, mas, disputando uma competição de tiro-curto, com quatro jogos eliminatórios, podemos cair em combate.
Na Copa, os erros ganham grandes proporções. Num campeonato de pontos corridos, derrapadas são permitidas para os postulantes ao título. No Mundial, isso não ocorre. A partir das oitavas de final, a dramaticidade de cada duelo atinge os patamares mais altos. Nesses encontros, problemas externos também podem ser decisivos. A história está cheia de exemplos de boas seleções eliminadas por erros crassos da arbitragem.
E, se pensarmos bem, esta forte capacidade de brincar com o imponderável explica a magia da Copa. Com cartas marcadas, seu poder de persuasão não atingira tantos seguidores.

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