sábado, 26 de junho de 2010

Fifa está preocupada com os efeitos da Jabulani

Depois de acusar os críticos da bola da Copa do Mundo de serem patrocinados pela marca rival, a Fifa finalmente admitiu que irá reavaliar o uso da bola criada pela Adidas após o Mundial. A Jabulani tem sido alvo de críticas de goleiros, técnicos e atacantes. A Fifa, agora, diz que "não é surda" e que vai avaliar a situação.
Neste sábado, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, admitiu pela primeira vez que a Fifa pode sentar com a Adidas e técnicos para reavaliar a bola para a próxima Copa do Mundo. "A Fifa não é surda com relação ao que vem sendo dito. Vamos falar com técnicos e capitães de times sobre a bola. Não há nada mais importante que a bola e ela tem de ser perfeita. Se precisar mudar, vamos avaliar. Vamos ver o que dá para fazer", garantiu Valcke.
Segundo ele, a relação entre a Fifa e a Adidas foi sempre "muito construtiva", insinuando que a empresa estaria disposta a escutar sugestões.
No Brasil, o goleiro Julio Cesar foi um dos primeiros críticos, acusando a bola de ser "de supermercado". Diferente da situação de outros anos, os atacantes também passaram a criticar a bola. Valcke chegou a dizer que isso era desculpa de perdedores e que os atletas que foram à imprensa se queixar eram patrocinados pela Nike, rival da Adidas.
Os criadores da bola insistem que fizeram todos os testes possíveis e que a bola favorece os atacantes e quem tem habilidade. Mas que sua diferença é que ela é a mais redonda já criada. Para os cientistas ingleses que criaram a bola, é a altitude, e não a bola, que está gerando os problemas. Como a bola tem menos ar, ela parece mais leve em altitudes elevadas.

SEM MUDANÇAS - As dificuldades da Europa e da África na Copa do Mundo não significam que a Fifa possa mudar a divisão de vagas para os próximos Mundiais. "Não há nenhuma discussão sobre vagas para o futuro, teremos 32 equipes", disse Jerome Valcke, neste sábado. "Quem está falando disso está equivocado".
Das 13 equipes europeias que começaram o Mundial, só seis avançaram às oitavas de final. Isso é menos que nas três últimas Copas desde 1998, quando o torneio foi ampliado para ter 32 participantes. Dos seis africanos classificados, só Gana avançou, enquanto que equipes da América do Sul e Ásia ficaram com sete das 16 vagas no mata-mata. "Todas as confederação estão evoluindo e se fazendo mais fortes", disse Valcke. "Está claro que a Europa não é tão forte como antes. Os demais continentes estão progredindo".
 Com a atual divisão, a Europa tem 13 vagas a África cinco - mais uma por ter a nação anfitriã desta vez -, Ásia e América do Sul possuem quatro e meia cada uma, a Concacaf três e meia e a Oceania, meia. Valcke disse que a Fifa estará aberta para discutir alternativas para que haja mais tempo entre o fim da temporada europeia e o começo de futuros Mundiais. "Isso é algo que podemos fazer na reunião com as 32 equipes e treinadores depois do Mundiais. Isso seguramente será discutido pelo grupo técnico".

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