sexta-feira, 18 de junho de 2010

Kaká e Raí na Copa

Corria o ano de 1994 quando a seleção brasileira estreou na Copa do Mundo dos EUA contra a Rússia. Uma dúvida intrigava os torcedores antes do Mundial: Raí poderia render no escrete e suprir a falta de um autêntico camisa 10? Não rendeu. Durante a partida, o destaque do São Paulo, que já não se destacava nos treinos, correu demais, deu carrinho, mas sua má fase técnica o tirou da equipe.
Vi o Raí de 94 tomar conta do Kaká de 2010 na última terça-feira. As estatísticas garantiram que o craque do Real Madrid foi o terceiro jogador que mais correu no jogo entre Brasil e Coreia. O problema foi a improdutividade da dedicação. Para provar aos críticos que está evoluindo em relação ao seu desempenho no clube espanhol, dobrou o esforço, mas esteve longe de ser decisivo. A bola perdia a seqüência quando chegava a seus pés. Passes simples, de lado, ganhavam a dificuldade de lançamentos de 30 metros. Os arremates também não tinham força e direção.
Pelos comentários da África, já se sabe que a comissão técnica da seleção está preocupada com a falta de ritmo do nosso principal jogador e estuda alternativas para Kaká. Uma delas foi ensaiada no jogo contra a Coreia. Nilmar pode jogar ao lado de Luís Fabiano e, assim, Robinho voltaria mais um pouco para fazer o papel de armador. Essa possibilidade foi testada apenas uma vez nos três anos e meio de Dunga à frente da seleção, e pode ser arriscada. A mais simples seria escalar Julio Baptista na posição, mas parece que até Dunga tem dúvidas em relação ao aproveitamento do jogador.
A partir de domingo, o Brasil não vai ter muito tempo para testes. Se Kaká não melhorar diante da Costa do Marfim, a exigência da Copa e da própria chave da seleção irá levá-lo ao banco. Resta saber se o nosso treinador vai lançar mão do plano mais correto para suprir a possível perda da referência do time.

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