quarta-feira, 23 de junho de 2010

Mercado da bola também agita a seleção na Copa

Cantar o hino, defender as cores do País e honrar a tradição do futebol cinco vezes campeão do mundo são um capítulo à parte de um grande negócio, realizado a cada quatro anos, para os jogadores da seleção brasileira. Todos querem entrar em campo, ganhar, avançar na competição e chegar ao título. Fama e currículo mobilizam um mercado milionário, muitas vezes voltado para o Brasil. Nesse início de Copa do Mundo, bastaram duas vitórias da equipe, com apenas uma boa atuação, para que especulações cruzassem os continentes e pousassem nos quartos individuais dos atletas, hospedados em Johannesburgo.
O atacante Luís Fabiano já deixou várias vezes no ar que após o Mundial poderia trocar de time. Atua no Sevilla, quer um clube de ponta. Durante os últimos dias, jornalistas italianos que estão na África do Sul para acompanhar o Mundial passaram a apostar com mais convicção que o Milan deve ser o próximo destino do jogador. Depois do gol braçal e antológico de Luís Fabiano contra Costa do Marfim, nesta terça-feira foi a vez de o vice-presidente do Milan, Adriano Galliani, em entrevista ao jornal italiano Gazzetta dello Sport, confirmar que as negociações estão em curso, com o atleta e o clube espanhol.
O gol de Maicon na estreia do Brasil, no confronto contra a Coreia do Norte, também teve repercussão na Europa. O lateral, ainda segundo o mesmo jornal italiano, estaria deixando a Internazionale para jogar no Real Madrid, uma transação próxima de ser concretizada. O clube espanhol teria oferecido 28 milhões de euros por Maicon. A equipe de Milão só chegaria a um acordo se recebesse dois milhões a mais.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) determina que os atletas evitem falar de seus clubes nas entrevistas coletivas na África do Sul. Eles a obedecem. Mas com seus celulares e o uso da internet na concentração, os jogadores trocam diariamente mensagens com assessores, parentes e seus empresários. Isso é quase uma rotina no Fairway Hotel.

Robinho pode deixar o Santos

Robinho é outro na mira de grandes clubes europeus. Emprestado ao Santos pelo Manchester City, o atacante pode dar pedaladas longe do litoral santista após o Mundial. Barcelona e Manchester United estariam se movendo para contratá-lo. No Flamengo, a presidente Patricia Amorim torce como ninguém para ver Kleberson em ação no Mundial - algo pouco provável. Isso, porém, poderia reforçar a estratégia rubro-negra de convencer o CSKA Moscou a aceitar a inclusão do meia num pacote que o clube enviaria aos russos para ficar em definitivo com Vágner Love.
Com duas vitórias no Mundial e classificação garantida para as oitavas de final, o Brasil tem papel de destaque nesse mercado às vezes silencioso e traiçoeiro. Basta um tropeço e uma eliminação precoce da seleção para as cotações em euro serem reavaliadas. Nesse cenário, o dólar e o real seriam seus reservas imediatos.

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