segunda-feira, 28 de junho de 2010

A seleção e os bloqueios defensivos

A seleção brasileira aceitou o bloqueio de Portugal na última sexta. Talvez pela segurança que o empate lhe dava, o time não buscou meios para furar a defesa adversária e conquistar sua terceira vitória no Mundial.
No primeiro tempo, tínhamos como principal alternativa ofensiva a exploração do lado direito. Maicon subia muito e, invariavelmente, criava chances pelo flanco. Precisando do empate para garantir a classificação, o técnico de Portugal, Carlos Queiróz, resolveu acabar com a festa. No segundo tempo, ele pediu para Cristiano Ronaldo cair pela esquerda, nas costas do avançado Maicon, e obrigou nosso lateral a ficar mais preso à marcação. Depois, o atacante Simão entrou na equipe, e esse lado ficou ainda mais ofensivo. Dunga prendeu Maicon, segurou também Daniel Alves, e as duas seleções ficaram engessadas, sem inspiração para chegar ao gol.
Uma constatação que podemos fazer a partir do jogo de sexta é que Kaká realmente não tem substitutos à altura nesse elenco da seleção brasileira. Julio Baptista decepcionou como opção. O jogo flui com o camisa 10, que, mesmo quando não atua bem, chama a marcação e abre espaços para os companheiros. Quando está inspirado, ele realmente faz a diferença, como aconteceu no duelo com Costa do Marfim. Felizmente, Kaká está confirmado hoje, no jogo contra o Chile. Além do craque, Robinho volta ao time e também será uma excelente válvula de escape para o Brasil. Mais requisitado, Luís Fabiano também tende a melhorar seu desempenho.

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