domingo, 20 de junho de 2010

Seleção precisa mostrar serviço


Os jogadores brasileiros precisam arrebentar a porta na Copa. As briguinhas com a imprensa, a ansiedade, as dores musculares e a falta de fôlego de alguns atletas não vão sobrviver como desculpas. A partida contra a fraca Coreia do Norte pode ser considerada um ensaio geral, mas hoje os meninos vão ser seperados dos homens. A vida da seleção vai ficar mais difícil a cada jogo e, se as profecias forem confirmadas, o caminho será de pedras. Até a Espanha pode nos encarar nas oitavas.
Essa última palavra é a primeira meta, mas, antes de pronunciá-la com ênfase, o time precisa agir. Robinho disse que espera um adversário mais agressivo, jogando e dando espaços à seleção. Isso só iria acontecer se Sven Goran Ericsson fosse o Maradona.
Os times que enfrentam o Brasil sabem exatamente como é o manual para complica-lo. A receita é a mesma utilizada pela Suíça contra a Espanha. Fechar duas linhas de quatro no campo de defesa e, quando der, tentar dar estocadas pelo lado esquerdo da nossa defesa. A seleção, por isso, precisa variar o jogo. Apesentar alternativas para furar bloqueios e proteger melhor nosso setor mais desguarnecido. Hoje, o papel do meio-campo vai ser fundamental. Tirando Drogba, o time africano é rápido, muito forte no contato físico, mas sem grande habilidade. Falta um fio condutor de jogadas e, para nossa sorte, o craque do Chelsea deve jogar ainda baleado. E impossível que o atacante deles tenha se recuperado plenamente de uma fratura no braço que não completou nem 15 dias. Ele não está confiante, mas isso não quer dizer que a defesa pode brincar na marcação. Se Drogba for devidamente neutralizado, as chances de a seleção não sofrer gols é grande. Cumprida essa missão, precisamos encontrar uma forma de ganhar.
Obviamente, eles vão procurar povoar o nosso lado direito ofesnivo. Maicon é o nosso arrombador de portas profissional. Com a Jabulani, então, seus chutes ganham o veneno das najas, mas não deve ter o mesmo espaço do jogo contra a Coreia. Assim, vamos precisar do talento de Robinho. Com Luís Fabiano e Kaká ainda apresentando claros sinais de fraqueza, caberá ao atacante do Santos abrir espaço pela esquerda, pelo meio e procurar acionar Elano em suas subidas pela direita. Outra arma imprecídivel será o
avanço de nossos zagueiros nos lances de bola parada. Se abrirmos um gol, a trincheira pederá a força e poderemos buscar outros gols a partir da velocidade dos contra-ataques.
Para todas essas questões táticas serem colocadas em prática, é preciso, antes de qualquer coisa, atitude. A passividade será terrivelmente castigada nesse e nos próximos jogos que estão por vir. É a lei dos gigantes; é o preço pago para quem busca um lugar na história.

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