sábado, 5 de junho de 2010

Tradição pesa na Copa

A Copa do Mundo é uma competição governada pela tradição. Apenas sete países - Brasil, Itália, Alemanha, Argentina, França, Inglaterra e Uruguai - conquistaram o título máximo do futebol e não há muito espaço para surpresas nesse grupo seleto. Desses, apenas o último não entra no Mundial como um dos sérios postulantes ao título. A Celeste vai até comemorar se conseguir passar da primeira fase.
Analisando os outros seis países, vamos perceber que a França e a Itália vivem momentos difíceis, já que os times finalistas do Mundial de 2006 envelheceram e não houve uma reposição a contento. Por isso, dentro desse grupo, podem ser considerados azarões.
Restaram Brasil, Argentina, Inglaterra e Alemanha. A ordem que coloquei é a de poder de fogo de cada país. A seleção brasileira, por exemplo, tem a força de conjunto que os argentinos gostariam de ter. O que enaltece o futebol dos “hermanos” é justamente o talento individual. Maradona tem jogadores de altíssimo nível no elenco, como Messi, Tevez e Verón, mas ainda não conseguiu o encaixe. Tanto que sofreu até a última rodada para colocar a seleção no Mundial.
A Inglaterra tem uma boa geração e um técnico vitorioso, Fábio Capello. Sua referência é Wayne Rooney, que se recupera de lesão no tornozelo e precisa entrar em forma para aumentar a força de seu time. A Alemanha deve apresentar na África o mesmo futebol burocrático e eficiente de sempre. O time perdeu o armador Ballack, que se machucou quando atuava pelo Chelesa, mas confia no conjunto e na aplicação tática para ir longe no Mundial.


Psicológico -Duas seleções muito qualificadas nunca venceram uma Copa, mas chegam à África com força. Espanha e Holanda têm times capazes de levantar o caneco, mas ainda precisam demonstrar maturidade para vencer. Os espanhóis, atuais campeões europeus, apresentaram o futebol mais vistoso nesses dois anos que antecederam o Mundial, mas carregam, com justiça, a fama de “amarelar”. No ano passado, o time foi eliminado nas semifinais da Copa das Confederações pelo EUA e deu mais margem a essa desconfiança. Apesar do grave tropeço, a Fúria é a grande favorita nas casas de apostas, até porque seu retrospecto realmente impressiona: em 46 jogos, foram 42 vitórias, três empates e apenas uma derrota.

Holanda - A Holanda tem a maior série invicta entre os participantes da Copa: 18 jogos, com 13 vitórias e cinco empates. O time conta com um ótimo conjunto, mas não tem, por exemplo, os destaques de 94 e 98. Sem os medalhões das últimas Copas, a equipe gira em torno do meia Robben. O técnico Bert van Marwijk escala o time privilegiando o ataque, com dois armadores e três atacantes. A Laranja realizou um amistoso recente contra Gana e goleou por 4 x 1. Bom sinal.

Devendo - Três jogadores excepcionais do futebol atual nunca jogaram na seleção o mesmo futebol apresentado nos clubes. Ronaldinho Gaúcho, Messi e Cristiano Ronaldo carregam esse estigma. Nesse Mundial, apenas os dois últimos podem reescrever a história.

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