domingo, 25 de julho de 2010

As barbeiragens da CBF no acerto com Mano

A CBF espalhou o terror em três grandes torcidas do País nas últimas semanas. Após a saída do técnico Dunga da seleção, o mistério envolvendo o novo comandante do escrete atingiu diretamente o Corinthians, o Palmeiras e o Fluminense. As especulações envolveram muitos nomes, mas, sem dúvida, os mais citados pela imprensa foram os de Mano Menezes, Luiz Felipe Scolari e Muricy Ramalho.
O esperado anúncio foi feito ontem à tarde, mas, sem o devido cuidado de contatar o Flu, talvez por questões políticas, a CBF levou um não professoral do Tricolor e de Muricy. A forma de abordagem foi equivocada e, pior, amadora. O presidente da Confederação, Ricardo Teixeira, quis se impor e perdeu ainda mais força. A cena em que ele se recusa a apertar a mão de Muricy na reunião, exibida pela ESPN Brasil, foi patética.
Sem Muricy, a CBF fechou com Mano, que liderava as apostas de muitos jornalistas. Parceiro de Teixeira, o presidente do Corinthians, Andres Sanches, o liberou sem problemas, até porque já havia sido sondado antes sobre a possibilidade. O Timão perdeu muito, pois, como a CBF acha que os joguinhos amistosos deste ano são fundamentais para o futebol mundial, não aceitou, pelo menos, dividir o técnico até o final da temporada. Se a escolha do técnico foi alicerce para o Mundial de 2014, preparem-se: a CBF vai dar um show de incompetência.

Histórico - O treinador teve uma ascensão meteórica no futebol nacional. Há cinco anos, conseguiu recolocar o Grêmio na elite do futebol brasileiro e repetiu o feito em 2008, com o Corinthians. No Timão, montou um projeto vencedor e conquistou os títulos paulista e da Copa do Brasil do ano passado. Seu maior fracasso foi registrado nesta temporada, quando teve carta-branca para indicar reforços e viu sua equipe ser eliminada na Libertadores nas oitavas de final, pelo Flamengo.
Experiência em grandes clubes, o gaúcho tem. Sabe lidar com a imprensa melhor do que Felipão e Muricy e, taticamente, costuma ousar mais dos que os dois. Sua chegada à seleção vai ser mais uma aposta. Certamente, Ricardo Teixeira vai avaliar com cuidado a evolução da seleção, principalmente, nesses dois primeiros anos e, em caso de derrapada, pode lançar mão de Luiz Felipe, o mais experiente da lista.

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