quinta-feira, 8 de julho de 2010

Espanha engoliu o adversário

A Espanha desbancou, outra vez a Alemanha. Com já fez na Eurocopa de 2008, a Fúria impôs seu ritmo de jogo desde o primeiro minuto, cercou o adversário com muita paciência e venceu com um gol do zagueiro Puyol.
A favorita a conquistar o Mundial antes de ele começar fez jus à fama na partida decisiva. Fria, a Espanha tocou a bola, como sempre, e anulou a principal jogada da Alemanha: o contra-ataque.
Os números do jogo confirmam o domínio espanhol. Foram 13 finalizações, com 5 chutes no gol. Retraída, a Alemanha registrou apenas 5 arremates, sendo que apenas dois acertaram o gol de Casillas.
A vitória da Espanha exalta a qualidade do Barcelona. A base da Fúria desenvolveu seu futebol no clube e, mesmo sem ser brilhante, dá um show de eficiência na Copa. Agora, temos a certeza de que conheceremos um campeão inédito na África. Domingo, espanhóis e holandeses duelam em busca de um lugar na história.

Uruguai - O Uruguai foi um valoroso adversário para Holanda. Valente, o time soube superar suas limitações com muita disposição e a qualidade de Diego Forlán, o melhor chutador dessa Copa. Ninguém conseguiu igualá-lo na arte de domar a Jabulani. Fez gols de falta e de fora da área com incrível precisão, atormentou todos os goleiros que enfrentou a Celeste e, por pouco, não descascou a Laranja.

Holanda - O pragmatismo da Holanda impressiona. Eles fazem gols quando todos pensam que vão ser detonados a qualquer momento. É um time sonso, mas muito eficiente. Os arremates de longa distância e as bolas venenosas cruzadas na área são os pontos fortes de seu ataque. Terça-feira, ainda contou com uma ajudinha da arbitragem no segundo gol. Van Persie estava impedido e particpou diretamente da jogada de Sneijder.

Falta - A Holanda não gosta de deixar o adversário jogar. Ela tenta encurtar os espaços e, quando não consegue roubar a bola, faz falta. A Laranja lidera as estatísticas como a seleção mais faltosa da Copa até agora, com 98 infrações.

Subindo - O meia Sneijder, que ajudou a Inter a conquista a Liga dos Campeões e está sendo decisivo para a Holanda na Copa. Com cinco gols marcados, ele está muito bem cotado para ser o artilheiro e até o craque do Mundial.

Descendo
- Messi, que foi mais uma vítima da maldição do craque Fifa. O vencedor da bola de Ouro no ano anterior ao Mundial, tradicionalmente, se dá mal na competição. Nesta Copa, o argentino fez até boas partidas, mas não marcou gols e não conseguiu ajudar sua seleção a passar pela Alemanha. Pela qualidade que tem, realmente ficou devendo.

França - O técnico Lorant Blanc assumiu a seleção francesa pensando em passar o rodo nos jogadores que participaram do fiasco na Copa. Ele destacou que, pior do que os resultados em campo, foi o comportamento de alguns jogadores. O ex-capitão tem como grande missão renovar a França e recuperar o prestígio da seleção.

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