terça-feira, 13 de julho de 2010

Formando campeões

A Espanha justificou o favoritismo na Copa, mas não com a imponência que seu futebol antes da competição sugeria. A resposta para essas dificuldades talvez atenda pelo nome de Fernando Torres, que, fora de forma, não rendeu no Mundial. O conhecido nervosismo dos jogadores da Fúria nas partidas decisivas deve ter pesado um pouco, mas a qualidade da equipe conseguiu superar as faltas de um goleador e de confiança.
Curiosamente, a Espanha entrou na disputa como grande favorita, ao lado do Brasil. O índice de aproveitamento da Fúria nos últimos três anos foi impressionante. Eles fizeram estragos nas Eliminatórias, conquistaram o título da Eurocopa em 2008 e também detonaram adversários qualificados nos amistosos. O único senão foi na Copa das Confederações do ano passado, quando perderam para os EUA por 1 x 0 e deixaram escapar uma invencibilidade de 35 partidas.
Essa derrota talvez tenha diminuído o salto da equipe, que era muito festejada pela torcida e a imprensa. Veio a Copa, e a desconfiança passou a ameaçar o favoritismo. A Espanha perdeu na estreia para a Suíça, por 1 x 0, e, nos jogos seguintes, não brilhou contra Honduras e Chile. Pelo menos venceu e passou de fase. Nas oitavas, enfrentou o primeiro clássico, contra Portugal, e, com um gol de Villa, venceu. Sua passagem pelas quartas parecia ser mais fácil, já que o Paraguai havia cumprido sua missão no Mundial. Pouco inspirados, os espanhóis sofreram demais nesse jogo e só não correram sério risco de eliminação por causa do goleiro Casillas, que defendeu um pênalti de Cardozo. Na sequência, Villa marcou outra vez, e o time avançou.
Antes do jogo contra a forte Alemanha, considerada a sensação da Copa até ali, a Espanha perdeu a banca. Apresentando um futebol de impressionante toque de bola, mas pouca objetividade, o time não era o favorito do confronto. A desconfiança foi bem trabalhada pelo técnico Vicente Del Bosque, e a equipe correspondeu em campo. Em sua melhor apresentação na África, a Fúria venceu os alemães por 1 x 0, gol de Puyol, e voltou a encantar a massa.
A final não apresentou seleções exuberantes. O nervosismo tomou conta de Espanha e Holanda durante toda a partida, e até o toque preciso de bola foi prejudicado. A Fúria manteve seu estilo, mas, quando oscilou, foi salva por intervenções espetaculares do goleiro Casillas. Depois de colocar a cabeça no lugar, o time soube explorar bem as deficiências da zaga holandesa e chegou algumas vezes na cara de Setelkelenburg. A bola só insistia em não entrar. A falta de pontaria dos jogadores parecia querer levar a decisão para os pênaltis, mas eis que uma troca rápida de passes achou Iniesta livre pela direita. Ele recebeu na área, olhou para o goleiro e caprichou no arremate. Na prorrogação, o gol espanhol demoliu a Holanda, que não teve forças buscar o empate.
A vitória marcou um estilo. Por muitos anos, os passes espanhóis vão ser destacados pela história. Com eles e as grandes defesas de Casillas, a Fúria transformou o medo de vencer numa brilhante estrela no peito.

Forlán - O prêmio de consolação da América do Sul na Copa foi a escolha de Diego Forlán, do Uruguai, como craque da competição. Ele levou a Celeste nos ombros e ainda dividiu a artilharia com Müller, da Alemanha, Villa, da Espanha, e Sneijder, da Holanda. A escolha foi surpreendente, mas merecida.

4 comentários:

Leticia/Leonardo disse...

mto bom o blog
=]
espanah mereceu
apesar q queriasmos q fosse o brasil né rs
mais ta bom
bjo
Leticia Lima

Rodrigo disse...

E viva a Espanha!

Thiago disse...

Valeu pelo comentário, muito bom aqui também.

rayanthebest disse...

um Blog muito explicativo, bem escrito, fatos bem trabalhados. Parabéns! Se quiser dar uma passada lá: http://solucaobr.blogspot.com/