domingo, 11 de julho de 2010

Holanda x Espanha: o duelo final

Espanha e Holanda trabalharam demais para chegar à decisão de hoje da Copa, marcada para as 15h30, em Johanesburgo. As duas seleções organizaram grupos fortes, se destacaram nas eliminatórias e chegaram à África na tropa de elite. Ao lado do Brasil, elas eram favoritas no Mundial e a ascensão à final não pode ser considerada surpresa.
A Laranja e a Fúria tinham antes da Copa que lidar com a fama de não tercem camisa para ficar com a taça. Hoje, para uma delas, o discurso vai mudar. A Espanha era a favorita em quase todas as casas de apostas do mundo, estreou na Copa com uma derrota inesperada para a Suíça, por 1 x 0, mas não se desesperou e, na base de seu impressionante toque de bola, abriu caminho rumo à decisão.
A Holanda ostenta antes de a bola rolar hoje uma invencibilidade de 25 jogos. Na Copa foram seis partidas e seis vitórias. Assim, a Laranja chegou à sua terceira final da história. O país tem experiência em decisões de Mundial, ao contrário do adversário, que, antes da África, nunca havia passado pelas semifinais.
A Espanha foi econômica nos gols durante a Copa, foram apenas sete, sendo que cinco deles foram marcados pelo atacante David Villa. A Holanda já balançou as redes 12 vezes, tendo o meia Sneijder como artilheiro, assinalando os mesmos cinco tentos do goleador espanhol.
Confiança – A Fúria chegou à decisão após derrotar a Alemanha, considerada antes do jogo o melhor time da Copa. Até desta partida, o time de Vicente Del Bosque ainda não havia convencido, apesar de a imprensa sempre destacar o potencial que ostentava. No clássico, envolveu o adversário com tanta facilidade que todo o seu prestígio foi recuperado. O treinador espanhol, inclusive, disse que contra adversários menos famosos os seus jogadores tiveram dificuldades em lidar com a obrigação de vencer.
Para o jogo contra a Laranja, o treinador tenta conter a euforia. “A chave é seguir com nossa ideia de jogo, nossa boa organização e, a partir dessa ordem, a qualidade individual deve se tornar decisiva. Precisamos nos defender como contra Portugal e Alemanha”, comentou.

Laranja eliminou o Brasil

A Holanda multiplicou suas forças após eliminar o Brasil nas quartas de final, apesar de seu treinador não ter dado tanta importância a essa partida. “Os jogos-chave para a Holanda nesta Copa foram dois. O primeiro foi contra o Japão, na primeira fase, porque era uma partida em que chegaríamos aos seis pontos e garantiríamos a classificação para as oitavas de final. Depois, a partida contra a Eslováquia, na segunda fase, porque todo mundo pensou que seria fácil e nós temos um histórico de nos complicarmos em partidas assim no passado. Depois destes jogos, não tive mais que motivar meus jogadores e o time estava definido”, afirmou Bert Van Marwijk.

Times têm esquemas distintos

Holanda e Espanha atuam com esquemas diferentes. A Laranja, do técnico Bert Van Marwijk, é bem moderna, alternando o 4-3-3, quando tem a posse de bola, para um 4-5-1, quando precisa ocupar os espaços do adversário.
Jogando no 4-4-2, a Fúria aposta na força de seu meio-campo, formado por Busquets, Xabi Alonso, Xavi e Iniesta, para imprensar os adversários. O treinador ainda não encontrou o companheiro ideal de David Villa, na frente. Ele já testou Fernando Torres, que não está no esplendor de sua forma física, e, assim como fez contra a Alemanha, pode escalar hoje Pedro. Os laterais devem ser Sérgio Ramos, pela direita, e Capdevilla, pela esquerda. Na zaga, a dupla do Barcelona Piqué e Puyol já está confirmada, com o excelente Casillas, do Real, fechando o gol.
A Holanda tem o goleiro Stekelenburg, os laterais Van der Wiel e Van Bronckhorst, que alternam as subidas ao ataque. A zaga deve contar hoje com Heitinga e Mathijsen e, protegendo a defesa, De Jong e Van Bommel devem ser confirmados. Sneijder é o criador das jogadas e, mais à frente, Robben, pela direita, Van Persie, mais fixo como centroavante, e Kuyt, pela esquerda, têm a missão de dar trabalho à defesa adversária.

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