quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Por uma vaga no Mundial

Ricardo Oliveira chegou ao São Paulo para ser o homem-gol
A grande atração do dia é, sem dúvida, a semifinal da Taça Libertadores. O primeiro finalista já foi conhecido na última terça-feira. Mesmo jogando fora de casa, o Chivas, do México, derrotou o Universidade de Chile por 2 x 0 e se garantiu na decisão. Hoje, Inter e São Paulo medem forças, às 21h50, no Morumbi, para lutar pela segunda vaga.
O Colorado iniciou a temporada sob olhares desconfiados de sua torcida. Com o técnico Jorge Fossati, o time não rendia o esperado. Até vencia, mas estava longe de convencer. A diretoria resolveu agir e trocou Fossati por Celso Roth, que estava trabalhando no Vasco. Aos poucos, o novo treinador impôs seu estilo e, no intervalo das competições por causa da Copa, começou a fazer ajustes na equipe. Mais bem distribuído dentro de campo, o Inter também contou com a recuperação técnica de alguns jogadores muito importantes, como D´Alessandro e Taison. Depois do Mundial, o time ficou mais competitivo, venceu quatro partidas no Brasileiro e obteve um empate, além de bater o São Paulo no primeiro duelo da semifinal, em Porto Alegre, por 1 x 0.
O Tricolor tomou o caminho inverso do adversário. Há, certamente, um ruído na comunicação entre o técnico Ricardo Gomes e os jogadores. No período da Copa, o time perdeu em preparação física e, principalmente, nas questões técnicas e táticas.
Fiquei impressionado com a capacidade de marcação e de saída para o contra-ataque do São Paulo quando assisti, em maio, ao jogo entre o Tricolor e o Cruzeiro, no Mineirão. Nesse período, as coisas funcionavam. Júnior César, Richarlyson e Hernanes estavam em grande fase e acabaram com os espaços do Cruzeiro pela direita, uma das armas mais poderosas da Raposa. Na frente, Dagoberto e Marlos infernizaram a vida dos defensores e Fernandão fazia o pivô com impressionante precisão.
Se os jogos das semifinais fossem realizados naquele período, dificilmente o São Paulo perderia a vaga na decisão. Depois do Mundial, o time entrou em pane criativa. As jogadas não fluem e, normalmente, os melhores da equipe são os zagueiros.
Na semana passada, o Tricolor deu um mísero chute a gol na primeira partida com o Inter. Hoje, o trabalho do técnico Ricardo Gomes está em xeque. Se perder a vaga, a tendência é que ele seja dispensado. Se vencer, a química de maio pode ser recuperada e o São Paulo, de azarão, pode virar favorito a conquistar o título mais importante da América.

Esperança - A torcida do São Paulo espera que o atacante Ricardo Oliveira, contratado para tentar resolver os problemas ofensivos do time, seja o diferencial da partida de hoje. Sábado, ele marcou o seu primeiro gol após o retorno na vitória do Tricolor sobre o Ceará, por 2 x 1.

Dunga - A diretoria do São Paulo descartou a possibilidade de Dunga ser contratado para o lugar de Ricardo Gomes, em caso de demissão. Os dirigentes não descartam a saída do treinador, mas avisam que Dunga não se encaixa no perfil do técnico desejado pelo clube.
Guiñazu é o cão de caça do Internacional na Libertadores.


Esquemas I - O Inter joga no moderno esquema 4-2-3-1, que também já foi adotado com sucesso pelo Corinthians. A zaga conta com Ney, Índio, Bolívar e Kléber. Protegendo o setor defensivo, Sandro e Guiñazu são os cães de caça de Roth. D´Alessandro é o armador, que faz a bola circular entre o meio e o ataque. Um pouco mais avançados, Taison e Tinga têm a missão de, com a bola, encostarem no centroavante Alecsandro. Sem ela, voltam para fechar os espaços no meio-campo.

Esquemas II - O técnico Ricardo Gomes faz variações durante o jogo, até por tem elenco suficiente para executá-las, mas ficou preso a grande atuação do São Paulo contra o Cruzeiro e aposta no 4-3-3. Alex Silva e Miranda fecham a zaga. Nas laterais, ele deve escolher Jean e Júnior César, com o miolo do meio-campo sendo formado por Rodrigo Souto, Hernanes e Cléber Santana. Na frente, devem jogar Dagoberto, Fernandão e Ricardo Oliveira, que vai entrar na equipe no lugar de Marlos, deixando o Tricolor mais ofensivo.

Vaga no Mundial - O Chivas, por ser um clube mexicano, não tem direito à vaga no Mundial pela Libertadores. Assim, quem vencer o duelo entre São Paulo e Inter vai se garantir na disputa do final do ano em Dubai. Um atrativo a mais para os postulantes.

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Jean, Alex Silva, Miranda e Junior Cesar; Rodrigo Souto, Hernanes, Cleber Santana e Fernandão; Dagoberto e Ricardo Oliveira. Técnico: Ricardo Gomes.

INTERNACIONAL: Renan, Nei, Bolívar, Indio e Kleber; Sandro, Guiñazú, Tinga e D’Alessandro; Taison e Alecsandro. Técnico: Celso Roth.


Crédito das fotos: Vipcomm

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