terça-feira, 3 de agosto de 2010

A postura política de Mano

O técnico Mano Menezes fez uma visita à TV Globo na última segunda-feira e adotou um discurso político para falar sobre seu projeto para a seleção brasileira. O treinador parece não querer entrar em embate com CBF, imprensa e torcedores nesse início de trabalho. Suas palavras normalmente vão de encontro aos desejos da maioria antes da Copa. Ele fala em valorizar os jogadores que atuam no País e também destaca a importância de o técnico deixar o grupo aberto para as novidades do futebol: “Não existe grupo fechado nem nos clubes, imagine em relação à seleção brasileira, que você pode contar com revelações que podem estourar a qualquer momento. Não há lugar cativo entre os convocados e também ninguém está descartado”, disse Mano, em entrevista ao apresentador Jô Soares.
O técnico também reconheceu que é preciso ter um jogo de cintura político para comandar os destinos da seleção, principalmente nesse planejamento para a Copa do Mundo. Nesse quesito, Mano vai dar muito menos dor de cabeça aos dirigentes da CBF do que Felipão e Muricy Ramalho.
Esta postura excessivamente polida do treinador me preocupa um pouco. O técnico da seleção precisa ter convicções para executar seu trabalho. Quem for volúvel demais, pode ser atropelado pelo sistema. Espero que essas palavras de Mano sejam apenas um modo de conquistar a massa. Depois, creio que seu estilo vai ser mais autêntico.

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