sábado, 13 de novembro de 2010

Entrega: o grande mal dos pontos corridos

Revista do Corinthians comemorou derrota para o Fla em 2009
Um dos grandes males dos campeonatos de pontos corridos é o disk-entrega, que começa a funcionar, principalmente, nas três últimas rodadas. É impossível provar que algum clube fez corpo-mole, mas há, de fato, um desinteresse natural para as equipes que não correm risco de cair ou não estão lutando pelo título brasileiro. Para piorar, quando há rivalidade em jogo, as propostas de entrega se tornam públicas, pelo menos, da parte dos torcedores.
Por tudo isso, ainda sou favorável que nosso Brasileiro tivesse uma grande final. O campeão do Primeiro Turno enfrentaria o vencedor do Segundo num mata-mata e, quem ganhasse o duelo, ficaria com a taça em jogos emocionantes. Se o mesmo clube conquistasse as duas fases da competição, levaria de vez a taça e resumiria a ópera.

Botafogo 1 -O Botafogo praticamente se despediu da luta pelo título por causa de seu maior problema neste Brasileirão: o empate. O Glorioso ficou no 2 x 2 com o Ceará, quarta-feira, na abertura da 35ª rodada e encerrou mais um jogo na coluna do meio pela 17ª vez no campeonato. O time perdeu apenas cinco partidas no campeonato, mas a quantidade de empates o afastou demais da luta pelo título.

Botafogo 2 -Depois do empate com o Ceará, o Botafogo está perto de bater o recorde de resultados iguais obtidos no Brasileiro por pontos corridos. Curiosamente, o detentor da marca é o próprio Glorioso, que empatou 18 vezes no campeonato de 2004. O detalhe é que a competição daquele ano teve 46 rodadas e o Bota ainda tem três partidas nessa temporada para bater o seu próprio feito.

Palmeiras - O Palmeiras está a quatro jogos da Libertadores. Quarta, o Verdão bateu os reservas do Atlético-MG, no Pacaembu, por 2 x 0, e se garantiu nas semifinais contra o Goiás. Se conquistar o título da Sul-Americana, o time de Felipão fica com uma vaga na competição mais importante do continente e transforma o G4 do Brasileirão em G3.

Valdívia - Se um repórter quiser irritar o técnico Luiz Felipe Scolari, basta tocar no nome do meia Valdívia. Contratado para ser a referência do time do Palmeiras nesse segundo semestre, o jogador tem um problema muscular crônico e, pela terceira vez consecutiva, tentou retornar à equipe e sentiu a lesão. Quarta, contra o Atlético-MG, o Mago jogou apenas dez minutos. Na coletiva, Felipão avisou logo que Valdívia era um assunto interno do Palmeiras.

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