quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Mala branca é ilícita

A mala branca virou uma das estrelas da reta final do Brasileirão. Muita gente diz que o seu uso é até benéfico para o futebol, mas discordo frontalmente. O incentivo financeiro para times desinteressados na disputa buscarem motivação prejudica os clubes mais humildes. Numa disputa com tubarões contra o rebaixamento, por exemplo, o poder da grana desequilibra a balança e fere a ética do esporte.
No último domingo, o tema gerou muita polêmica no programa “Enquanto a Bola Não Rola”, da Rádio Globo. O tetracampeão Mauro Silva defendeu a “mala branca” e revelou que, quando jogava no La Coruña, da Espanha, chegou a receber três “incentivos” numa só partida. O ex-jogador disse que o acerto é feito entre os boleiros ou dirigentes do clube interessado na partida e os atletas do time que vai jogar. O valor é entregue sempre em dinheiro, numa mala ou sacola, e repartido entre os jogadores após o fim da partida. Segundo Mauro, a situação é normal no futebol e, na maioria dos casos, os dirigentes e a comissão técnica da equipe motivada pelo dinheiro não ficam sabendo do negócio.
As declarações ganharam grande repercussão na imprensa porque foi a primeira vez que um jogador confirmou a existência da “mala branca” e deu detalhes sobre o seu poder de persuasão.

Um comentário:

nini disse...

concordo plenamente com vc.