quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Para CBF, Brasileirão começou em 1959

Com oito títulos, Santos e Palmeiras dominam o Brasileirão
A quarta-feira foi de festa para seis clubes brasileiros e de muita tristeza para um. Em cerimônia realizada no Rio de Janeiro, a CBF oficializou os títulos da Taça Brasil e do Roberto Gomes Pedrosa e ampliou a galeria dos campeões brasileiros.
"A CBF está na verdade passando a limpo um passado glorioso do nosso futebol.  Os grandes craques que foram campeões brasileiros jamais pediram esse reconhecimento. Nem precisava. O reconhecimento teria que vir da nossa parte", discursou o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

87 é do Sport - Quem se deu mal foi o Flamengo. De acordo com a Confederação, decisão judicial impede que o título da Copa União de 1987 seja reconhecido como Brasileiro e confirmou que a taça nacional desse ano foi mesmo do Sport. A presidente do Fla, Patrícia Amorim, declarou que está sendo perseguida pela entidade por ter votado contra o candidato da CBF na eleição do Clube dos 13 e avisou que a briga pelo troféu de 87 está apenas começando.

Mudança - Com a homologação dos títulos de 1959 a 1970, o cenário do futebol brasileiro modificado. O primeiro campeão nacional passou a ser o Bahia; Santos e Palmeiras tornaram-se os maiores vencedores do Brasileiro, com oito títulos cada. O Fluminense teve o tri confirmado, e Cruzeiro, Bahia e Botafogo comemoram o bi.

Proposta e provocação – O presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella, propôs até na cerimônia que fosse realizado um campeonato com os times que tiveram os títulos reconhecidos. “Seria legal conhecermos um supercampeão”, comentou o dirigente, que ainda cutucou o maior rival. “Foi um dia maravilhoso: conquistamos o bicampeonato e vimos o Atlético deixar de ser o primeiro campeão nacional. É um dia de festa para a nação cruzeirense”.

Avisamos – Desde a conquista do título de 2010 pelo Fluminense, o blog já avisava que o tri seria homologado. Mais uma vez, confirmamos uma informação importante para o esporte nacional.

Crédito da foto: CBF

Clique em "Mais informações" e veja, de acordo com dados da CBF, todas as fichas técnicas dos jogos que valeram os títulos de 59 a 70 

Bahia, campeão de 1959, em decisão de melhor-de-três com o Santos
Taça Brasil de 1959
Primeiro jogo
Santos 2, Bahia 3
10 de dezembro de 1959
Vila Belmiro, Santos, 21 horas
Santos: Manga, Getúlio, Urubatão e Formiga; Dalmo e Zito; Dorval, Jair da Rosa Pinto, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.
Bahia: Nadinho, Leone, Henrique e Beto; Flávio e Vicente; Marito, Alencar, Léo, Bombeiro e Biriba. Técnico: Geninho.
Gols: Pelé aos 15 e Biriba aos 26 minutos do primeiro tempo; Alencar aos 12, Pepe aos 32 e Alencar aos 44 do segundo.
Árbitro: Alberto da Gama Macher.
Público: 23.000.
Segundo jogo
Bahia 0, Santos 2
30 de dezembro de 1959
Estádio da Fonte Nova, Salvador, 21 horas
Bahia: Nadinho, Leone, Henrique e Beto; Flávio e Vicente; Marito, Alencar, Léo, Bombeiro e Biriba. Técnico: Geninho.
Santos: Laércio, Feijó, Getúlio e Dalmo; Zito e Formiga; Dorval, Urubatão, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.
Gols: Pelé
Jogo desempate
Bahia 3, Santos 1
29 de março de 1960
Maracanã, Rio de Janeiro, 21 horas
Bahia: Nadinho, Beto, Hermínio e Nelsinho; Flávio e Vicente; Marito, Alencar, Léo, Mário e Biriba. Técnico: Carlos Volante.
Santos: Lalá, Getúlio, Mauro e Zé Carlos; Formiga e Zito; Dorval, Mário, Pagão, Coutinho e Pepe. Técnico: Lula.
Gols: Coutinho aos 27 e Vicente aos 37 minutos do primeiro tempo; Léo aos 47 segundos e Alencar aos 31 minutos do segundo.
Expulsões: Getúlio, Formiga, Coutinho e Dorval (Santos); Vicente (Bahia)
Arbitragem: Frederico Lopes (RJ), auxiliado por Wilson Lopes de Souza e Ailton Vieira de Moraes.
Com o título da Taça Brasil, o Bahia se tornou campeão brasileiro e se classificou para ser o único representante brasileiro na I Taça Libertadores da América, disputada em 1960.

Palmeiras supera Fortaleza e é campeão de 1960
Taça Brasil de 1960
Primeiro jogo
Fortaleza 1, Palmeiras 3, Estádio Presidente Vargas, Fortaleza
22/12/1960
Fortaleza: Pedrinho, Mesquita e Sanatiel; Toinho, Sapenha e Ninoso; Benedito, Walter Vieira, Moésio, Charuto e Bececê.
Palmeiras: Valdir de Moraes; Djalma Santos, Valdemar Carabina, Aldemar e Jorge; Zequinha e Chinesinho; Julinho Botelho, Humberto Tozzi, Romeiro e Cruz. Técnico: Oswaldo Brandão.
Gols: Romeiro aos 8 e aos 17 e Humberto Tozzi aos 19 minutos do primeiro tempo; Benedito aos 7 do segundo.
Árbitro: João Etzel/CE.
Segundo jogo
Palmeiras 8, Fortaleza 2
28/12/1960
Pacaembu, São Paulo, 21 horas
Palmeiras: Valdir de Moraes, Djalma Santos, Valdemar Carabina, Aldemar e Jorge; Zequinha e Chinesinho; Julinho Botelho, Humberto Tozzi, Romeiro e Cruz. Técnico: Oswaldo Brandão.
Fortaleza: Pedrinho; Mesquita e Sanatiel; Toinho, Sapenha e Ninoso; Benedito, Walter Vieira, Moésio, Charuto e Bececê.
Gols: Charuto aos 6, Zequinha aos 8, Chinesinho aos 10, Romeiro aos 12, Julinho Botelho aos 21 e Charuto aos 44 minutos do primeiro tempo. Cruz aos 8 e aos 14, Chinesinho aos 24 e Humberto Tozzi aos 32 do segundo.
Árbitro: Ricardo Bonadies/CE.
Renda: Cr$ 2.900.650,00
Público estimado: 40.000
O Palmeiras tornou-se campeão da II Taça Brasil e se classificou para representar o Brasil na Taça Libertadores da América de 1961.

Santos vai à forra do Bahia e fica com o título em 1961
Taça Brasil de 1961
Primeiro jogo
22/12/1961
Bahia 1, Santos 1, Fonte Nova, Salvador
Bahia: Nadinho, Agnaldo, Henrique, Vicente e Florisvaldo; Flávio e Mário; Marito, Alencar, Didico e Biriba.
Santos: Laércio, Lima, Mauro e Dalmo; Calvet e Zito; Dorval, Tite (Mengálvio), Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.
Gols: Coutinho, aos 3 minutos do primeiro tempo; Marito aos 8 minutos do segundo.
Árbitro: Olten Ayres de Abreu/SP
Renda: CR$ 7.441.400,00
Público: 41.893 (antes da ampliação da Fonte Nova, que aconteceu em 1971)
Segundo jogo
27/12/1961
Santos 5, Bahia 1, Vila Belmiro, Santos
Santos: Laércio (Silas), Lima, Mauro (Olavo) e Dalmo; Calvet e Zito; Dorval, Tite, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.
Bahia: Nadinho (Jair); Agnaldo, Henrique, Vicente e Florisvaldo; Flávio e Mario; Marito, Alencar (Carlito), Léo (Didico) e Biriba.
Gols: Três de Pelé e dois de Coutinho para o Santos.
Árbitro: Bayonilzo Lisboa/BA
Público: 18.662 pagantes.
O Santos se tornou pela primeira vez campeão da Taça Brasil e se classificou para representar o País na Taça Libertadores da América de 1962.

Santos goleia Botafogo por 5 a 0 e conqisrta o bi em 1962
A decisão em 1960 foi sensacional, entre os dois maiores times do Brasil da época e base da Seleção Brasileira bicampeã do mundo, o Santos de Pelé contra o Botafogo de Garrincha.
No primeiro jogo, Santos 4 a 3; no segundo, Botafogo 3 a 1; e na negra, Santos 5 a 0.
Taça Brasil de 1962
Primeiro jogo
19/03/1963
Santos 4, Botafogo 3, Pacaembu, São Paulo
Santos: Gilmar, Lima, Mauro (João Carlos), Calvert e Dalmo; Zito (Tite) e Mengálvio; Dorval, Coutinho (Toninho), Pelé e Pepe. Técnico: Lula.
Botafogo: Manga, Rildo, Zé Maria (Paulistinha), Nílton Santos e Ivan; Ayrton e Élton (Édison); Amoroso, Quarentinha (Romeu), Amarildo e Zagallo. Técnico: Marinho Rodrigues.
Gols: Quarentinha aos 13 e Pelé aos 33 minutos do primeiro tempo; Coutinho aos 2, Dorval aos 11, Amoroso aos 21, Pepe aos 28 e Amarildo aos 44 do segundo tempo.
Árbitro: Armando Marques.
Segundo jogo
31/03/1963
Botafogo 3, Santos 1, Maracanã, Rio de Janeiro
Botafogo: Manga, Rildo, Zé Maria, Nilton Santos e Ivan; Ayrton e Édison; Garrincha, Quarentinha, Amarildo e Zagallo. Técnico: Marinho Rodrigues.
Santos: Gilmar, Lima, Mauro, Calvert e Dalmo; Zito (Tite) e Mengálvio; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.
Gols: Edison aos 31 minutos do primeiro tempo; Quarentinha aos 13, Amarildo aos 25 e Rildo (contra) aos 42 do segundo tempo.
Árbitro: Catão Montez Júnior.
Público: 102.260.
Jogo desempate
02/04/1963
Botafogo 0, Santos 5, Maracanã, Rio de Janeiro
Botafogo: Manga, Rildo (Joel), Zé Maria, Nilton Santos (Jadir) e Ivan; Ayrton e Édison; Garrincha, Quarentinha, Amarildo e Zagallo. Técnico: Marinho Rodrigues.
Santos: Gilmar, Lima, Mauro, Calvet e Dalmo; Zito e Mengálvio; Dorval, Coutinho (Tite), Pelé e Pepe. Técnico: Lula.
Gols: Dorval aos 24 e Pepe aos 39 minutos do primeiro tempo; Coutinho aos 9, Pelé aos 30 e aos 35 minutos do segundo tempo.
Árbitro: Eunápio de Queiroz.
Público: 70.324.
Como campeão da Taça Brasil, o Santos se classificou para a Taça Libertadores da América de 1963. Porém, como foi campeão da Libertadores em 1962 e com isso garantiu vaga na edição seguinte, o Botafogo, vice-campeão da Taça Brasil de 1962, tornou-se o segundo representante brasileiro na Libertadores de 1963nto e

Santos e Bahia de novo na final. Time da Vila fica com o tri
Taça Brasil de 1963
Primeiro jogo
25/01/1964
Santos 6, Bahia 0, Pacaembu, São Paulo
Santos: Gylmar, Ismael, Mauro e Geraldino; Haroldo e Lima; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.
Bahia: Nadinho; Hélio, Henrique, Roberto e Ivan; Nilsinho e Mário; Valença (Vermelho), Vevé, Hamilton e Biriba.
Gols: Pelé (2), Pepe (2), Coutinho e Mengálvio.
Árbitro: Armando Marques.
Renda: Cr$ 12.432.800,00.
Segundo jogo
28/01/1964
Bahia 0, Santos 2, Fonte Nova, Salvador
Bahia: Nadinho; Hélio, Henrique, Roberto e Russo (Ivã);
Nilsinho e Mário; Miro, Vevé, Hamilton e Biriba.
Santos: Gilmar; Ismael, Mauro, Haroldo, (Joel) e Geraldino;
Mengálvio e Lima; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.
Gols: Pelé aos 28 minutos do primeiro tempo e aos 40 minutos do segundo.
Árbitro: Armando Marques.
Renda: Cr$ 21.930.000,00 (recorde).
Mesmo sendo vice-campeão brasileiro, o Bahia classificou-se para a Taça Libertadores da América de 1964, pois o Santos entrou direto na chave da Libertadores por ter sido campeão sul-americano em 1963.

Santos conquista o tetra em decisão contra o Flamengo
Taça Brasil de 1964
Primeiro jogo
16/12/1964
Santos 4, Flamengo 1, Pacaembu, São Paulo
Santos: Gylmar; Ismael, Modesto e Lima (Geraldino); Zito (Lima) e Haroldo; Toninho, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.
Flamengo: Marco Aurélio; Murilo, Ditão, Ananias e Paulo Henrique; Carlinhos e Evaristo; Amauri, Airton, Berico (Paulo Choco) e Carlos Alberto. Técnico: Flávio Costa.
Gols: três de Pelé e um de Coutinho para o Santos. Paulo Choco fez o único do Flamengo.
Árbitro: Armando Marques.
Renda: Cr$ 21.500.000,00.
Público: 26.897.
Segundo jogo
19/12/1964
Flamengo 0, Santos 0, Maracanã, Rio de Janeiro
Flamengo: Marcos Aurélio, Murilo, Ditão, Ananias e Paulo Henrique; Carlinhos e Evaristo; Amauri, Airton (Berico), Paulo Choco e Carlos Alberto. Técnico: Flávio Costa
Santos: Gilmar; Modesto e Geraldino; Ismael, Haroldo e Zito;
Toninho (Lima), Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula
Árbitro: Armando Marques (SP)
Renda: Cr$ 54.302.808,00
Público: 52.508
Santos, campeão da Taça Brasil de 1964 e classificado para a Taça Libertadores da América de 1965.

Santos, o primeiro pentacampeão brasileiro
Taça Brasil de 1965
Primeiro jogo
01/12/1965
Santos 5, Vasco 1, Pacaembu, São Paulo
Santos: Gylmar; Carlos Alberto, Mauro e Geraldino; Lima e Orlando; Dorval, Mengálvio, Coutinho (Toninho), Pelé e Pepe. Técnico: Lula.
Vasco: Gainete; Ari, Caxias, Ananias e Oldair; Maranhão e Lorico (Luizinho); Zezinho, Saul, Célio e Danilo Menezez. Técnico: Zezé Moreira.
Gols: Coutinho, aos 6 minutos do primeiro tempo; Dorval aos 17 e 19; Toninho aos 26, Célio (pênalti) aos 38 e Toninho aos 42 do segundo.
Árbitro: Romualdo Arpi Filho, auxiliado por Armando Marques e Eunápio de Queiroz.
Renda: Cr$ 27.462.000,00.
Público: 16.764.
Segundo jogo
08/12/1965
Vasco 0, Santos 1, Maracanã, Rio de Janeiro
Santos: Gylmar; Carlos Alberto, Mauro, Orlando e Geraldino; Lima e Mengálvio; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe (Abel). Técnico: Lula.
Vasco: Gainete; Joel, Caxias, Ananias e Oldair; Maranhão e Danilo; Mário,
Nivaldo (Luizinho), Célio e Zezinho. Técnico: Zezé Moreira.
Gol: Pelé, aos 21 minutos do segundo tempo.
Árbitro: Armando Marques.
Expulsões: Lima, Zezinho, Ananias, Pelé e Geraldino aos 34; Luizinho e Orlando aos 48 minutos do segundo tempo.
Renda: Cr$ 45.826.280,00.
Público: 38.788.
Santos, campeão, e Vasco, vice, se classificaram para a Taça Libertadores da América do ano seguinte (que passou a admitir, além do campeão, também o vice de cada país). Mas depois a CBD resolveu que os times brasileiros não participariam da competição sul-americana em 1966.

Cruzeiro desbanca Santos e ganha o título brasileiro de 1966
Foram dois jogos memoráveis. O Cruzeiro de Tostão e Dirceu Lopes desbancou o Santos de Pelé com uma goleada de 6 a 2 no Mineirão e uma virada epetacular de 3 a 2 no Mineirão.
Taça Brasil de 1966
Primeiro jogo
30/11/1966
Cruzeiro 6, Santos 2, Mineirão, Belo Horizonte
Cruzeiro: Raul, Pedro Paulo, William, Procópio e Neco; Piazza e Dirceu Lopes; Natal, Evaldo, Tostão e Hilton Oliveira. Técnico: Aírton Moreira.
Santos: Gylmar; Carlos Alberto, Mauro, Oberdã e Zé Carlos; Zito e Lima; Dorval, Toninho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.
Gols: Gols: Zé Carlos (contra) a um minuto de jogo, Natal aos 5, Dirceu Lopes aos 20 e aos 39 e Tostão aos 42 minutos do primeiro tempo; Toninho aos 6 e aos 9 e Dirceu Lopes aos 27 minutos do segundo.
Árbitro: Armando Marques:
Expulsões: Procópio e Pelé.
Renda: Cr$ 222.314.600,00 (recorde).
Público: 77.325.
Segundo jogo
07/12/1966
Santos 2, Cruzeiro 3, Pacaembu, São Paulo
Santos: Cláudio, Lima, Haroldo, Oberdã e Zé Carlos; Zito e Mengálvio; Amauri (Dorval), Toninho, Pelé e Edu. Técnico: Lula.
Cruzeiro: Raul, Pedro Paulo, William, Procópio e Neco; Piazza e Dirceu Lopes; Natal, Evaldo, Tostão e Hilton Oliveira. Técnico: Aírton Moreira.
Gols: Pelé aos 23 e Toninho aos 25 minutos do primeiro tempo; Tostão aos 18, Dirceu Lopes aos 28 e Natal aos 44 minutos do segundo.
Árbitro: Armando Marques.
Renda: Cr$ 65.142.000,00.
Público estimado: 30.000 pessoas.
Como campeão nacional de 1966, o Cruzeiro foi o único representante brasileiro da Libertadores de 1967. O Santos, como vice-campeão nacional de 1966, poderia ter participado da competição. Porém, em comum acordo com a CBD, o clube paulista resolveu ausentar-se da competição sul-americana.

Palmeiras chega ao segundo título brasileiro
Taça Brasil de 1967
Primeiro jogo
20/12/1967
Náutico 1, Palmeiras 3, Ilha do Retiro, Recife
Náutico: Lula, Fernando, Mauro, Fraga e Clóvis; Ivã e Salomão (Paulo Alves); Miruca, Ladeira, Nino e Lalá. Ténico: Duque.
Palmeiras: Perez, Geraldo Scalera, Baldochi, Minuca e Ferrari; Dudu e Zequinha; César, Tupãzinho e Ademir da Guia e Lula. Técnico: Mario Travaglini.
Gols: César, Zequinha e Lula para o Palmeiras; Nino para o Náutico.
Árbitro: Arnaldo César Coelho.
Renda: Cr$ 91.510,00.
Público: 20.000.
Segundo jogo
27/12/1967
Palmeiras 1, Náutico 2, Pacaembu, São Paulo
Palmeiras: Perez, Geraldo Scalera, Baldochi, Minuca e Ferrari; Dudu e Zequinha; César, Tupãzinho, Servílio e Lula (Ademir da Guia). Técnico: Mario Travaglini.
Náutico: Lula (Valter), Gena, Mauro, Fraga e Clóvia; Rafael e Ivã; Miruca, Ladeira, Nino e Lalá (Limeira). Técnico: Duque.
Gols: Fraga e Ladeira para o Náutico; Tupãzinho para o Palmeiras.
Expulsões: Servílio e Baldochi pelo Palmeiras, Fraga e Ladeira pelo Náutico.
Árbitro: Arnaldo César Coelho.
Renda: Cr$ 98.663,00
Público: calculado em 28.000.
Jogo desempate
29/12/1967
Palmeiras 2, Náutico 0, Maracanã, Rio de Janeiro.
Palmeiras: Perez, Geraldo Scalera, Baldochi, Minuca e Ferrari; Dudu e Zequinha; César, Tupãzinho, Ademir da Guia e Lula. Técnico: Mário Travaglini.
Náutico: Valter, Gena, Mauro, Fraga e Clóvis; Rafael e Ivã; Miruca, Ladeira (Paulo Choco), Nino e Lalá. Técnico: Duque.
Gols: César aos 7 minutos do primeiro tempo e Ademir da Guia aos 34 do segundo.
Árbitro: Armando Marques.
Renda: Cr$ 43.537,75.
Público: 16.577.
Palmeiras, campeão, e Náutico, vice, representaram o Brasil na Taça Libertadores da América de 1968.

Botafogo conquista seu 1º título brasileiro
Taça Brasil de 1968
Primeiro jogo
03/09/1969
Fortaleza 2, Botafogo 2, Estádio Presidente Vargas, Fortaleza
Fortaleza: Gilberto, William, Zé Paulo, Renato e Luciano Abreu; Joãozinho e Luciano Frota; Lucinho (Mimi), Mozart, Erandir e Aloísio (Amorim). Técnico: Caiçara (Gilvan Dias).
Botafogo: Ubirajara Mota, Moreira, Zé Carlos (Moisés), Leônidas e Valtencir; Carlos Roberto e Afonsinho; Zequinha (Rogério), Humberto, Ferretti e Torino. Técnico: Zagallo.
Gols: Erandir e Joãozinho para o Fortaleza, e Ferreti (dois) para o Botafogo.
Árbitro: José Mário Vinhas.
Renda: Cr$ 46.810,00.
Público: 15.375.
Segundo jogo
04/10/1969
Botafogo 4, Fortaleza 0, Maracanã, Rio de Janeiro
Botafogo: Cao, Moreira, Chiquinho Pastor (Leônidas), Moisés e Waltencir; Carlos Roberto (Nei Conceição) e Afonsinho; Rogério, Roberto, Ferretti e Paulo Cézar. Técnico: Zagallo.
Fortaleza: Mundinho, William, Zé Paulo, Renato e Luciano Abreu; Joãozinho e Luciano Frota; Garrinchinha, Lucinho, Erandir (Amorim) e Mimi. Técnico: Caiçara (Gilvan Dias).
Gols: Roberto aos 7 minutos do primeiro tempo; Ferreti aos 8, Afonsinho aos 20 e Ferreti aos 38 do segundo.
Árbitro: Guálter Portela Filho.
Renda: Cr$ 34.006,75.
Público: 34.588.
O Botafogo foi o campeão e o Fortaleza, vice, mas o Brasil não enviou representantes para a Taça Libertadores da América de 1969.

Palmeiras supera Grêmio na final
Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1967
Classificação do Quadrangular Final
1 - Palmeiras: nove pontos (três vitórias e três empates). Campeão.
2 - Internacional: sete pontos (duas vitórias, três empates e uma derrota).
3 - Corinthians: cinco pontos (duas vitórias, um empate e três derrotas).
4 - Grêmio: três pontos (três empates e três derrotas).
Jogo decisivo
08/06/1967
Palmeiras 2, Grêmio 1, Pacaembu, São Paulo
Palmeiras: Perez, Djalma Santos, Baldochi, Minuca e Ferrari; Dudu e Ademir da Guia; Dario (Zico), Servilio, César e Tupãzinho (Reinaldo). Técnico: Aymoré Moreira.
Grêmio: Arlindo, Everaldo, Ari Ercílio, Paulo Souza e Ortunho; Áureo (Paíca) e Cléo; Babá (Loivo), João Severiano, Beto (Vieira), e Volmir. Técnico: Carlos Frôner.
Gols: César aos 8 e aos 24 minutos do primeiro tempo; Ari Ercílio(pênalti) aos 40 do segundo.
Árbitro: João Carlos Ferrari.
Renda: Cr$ 64.578,00
Público estimado: 28.000 pagantes.

Santos vence  Vasco no jogo final no Maracanã
Torneio Roberto Gomes Pedrosa/ Taça de Prata de 1968
Classificação do Quadrangular Final
1 - Santos: seis pontos (três vitórias).
2 - Internacional: dois pontos (uma vitória e duas derrotas, seis gols marcados,
saldo positivo de um gol).
3 - Vasco: dois pontos (uma vitória e duas derrotas, quatro gols marcados,
saldo negativo de três gols).
4 - Palmeiras: dois pontos (uma vitória e duas derrotas, três gols marcados,
saldo negativo de três gols).
Jogo decisivo
10/12/1968
Vasco 1, Santos 2, Maracanã, Rio de Janeiro
Vasco: Valdir, Ferreira, Brito, Moacir (Fernando)e Eberval; Benetti e Alcir; Nado, Valfrido, Bianchini e Danilo Menezes (Adílson). Técnico: Paulinho de Almeida.
Santos: Cláudio, Carlos Alberto, Ramos Delgado, Marçal e Rildo; Clodoaldo e Lima; Edu, Toninho (Douglas), Pelé e Abel (Laércio). Técnico: Antoninho.
Gols: Toninho aos 14 e Pelé aos 38 minutos do primeiro tempo; Bianchini aos 4 do segundo.
Expulsões: Bianchini (Vasco) e Cláudio (Santos) aos 25 minutos do segundo tempo.
Árbitro: Arnaldo César Coelho/RJ.
Renda: Cr$ 144.372,00
Público: 54.994 pagantes.

Palmeiras vence Botafogo no jogo final
Torneio Roberto Gomes Pedrosa/ Taça de Prata de 1969
Classificação do Quadrangular Final
1 - Palmeiras: 4 pontos (uma vitória e dois empates, dois gols de saldo).
2 - Cruzeiro : 4 pontos (uma vitória e dois empates, um gol de saldo).
3 - Corinthians: 3 pontos (uma vitória, um empate e uma derrota).
4 - Botafogo: um ponto (um empate e duas derrotas).
Jogo decisivo
07/12/1969
Palmeiras 3, Botafogo 1, Morumbi, São Paulo
Palmeiras: Leão, Eurico, Baldochi, Nélson e Zeca; Dudu e Ademir da Guia; Cardoso (Copeu), Jaime, César e Pio (Serginho). Técnico: Rubens Minelli.
Botafogo: Cao;, Luís Carlos, Chiquinho, Moisés (Ademir) e Valtencir; Leônidas e Afonsinho; Jair, Humberto, Ferreti e Torino (Zequinha). Técnico: Zagallo.
Gols: Ademir da Guia aos 11, César aos 27 e Ademir da Guia aos 44 minutos do primeiro tempo; Ferreti aos 11 do segundo.
Árbitro: Armando Marques/SP.
Renda: Cr$ 51.210,00.
Público: 8.210 pagantes.

Fluminense conquista o 1º título brasileiro
Torneio Roberto Gomes Pedrosa/ Taça de Prata de 1970
Classificação do Quadrangular Final
1 - Fluminense: 5 pontos (duas vitórias e um empate). Campeão.
2 - Palmeiras; 4 pontos (duas vitórias e uma derrota). Vice.
3 - Atlético/MG: 2 pontos (dois empates e uma derrota).
4 - Cruzeiro: 1 ponto (um empate e duas derrotas).
Jogo decisivo
20/12/1970
Fluminense 1, Atlético/MG 1, Maracanã, Rio de Janeiro
Fluminense: Félix, Oliveira, Galhardo, Assis e Marco Antônio (Toninho); Denilson e Didi; Cafuringa, Mickey, Cláudio Garcia e Lula. Técnico: Paulo Amaral.
Atlético/MG: Renato; Nélio (Zé Maria), Humberto Monteiro, Vantuir e Vanderlei; Odair e Humberto Ramos; Ronaldo, Vaguinho, Lola e Tião.
Técnico: Telê Santana.
Gols: Mickey aos 33 minutos do primeiro tempo, e Vaguinho aos 2 do segundo.
Árbitro: José Favilli Neto/SP.
Renda: Cr$ 535.419,00.
Público: 112.402 pagantes.
Fluminense (campeão) e Palmeiras (vice) classificaram-se como os únicos representantes do Brasil na Taça Libertadores da América de 1971.



2 comentários:

Anônimo disse...

Não suporto cruzeirenses. Que turminha mais antipática. Depois dessa então, haja saco, para aguentar tanta provocação.

Roger disse...

a CBF ajuda a cavar a cova pro futebol brasileiro....mas não dá nada o que interessa é o dinheiro no bolso dos figurões...