segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Missão cumprida, Ronaldo!

Ronaldo parou de jogar aos 34 anos
Ronaldo chegou ao seu limite. O corpo já não mais respondia aos comandos de seu cérebro genial. O craque se tornou refém de suas lesões e o preço da dor ficou alto demais para ele. Fenômeno dos campos e do marketing, o atacante reabriu as cortinas do futebol de alto nível para o País. Com ele, muitos jogadores com mercado ainda na Europa retornaram e fizeram do Campeonato Brasileiro o quarto melhor do mundo no ano passado – informação confirmada pelo Instituto de Histórias e Estatísticas do Futebol.
Quando seus movimentos não eram marcados pela dor, Ronaldo sobrava em campo. Hipnotizava zagueiros com a arte de Houdini e disparava para o gol em chamas como se ele e a bola tivessem feito um pacto divino. O craque leva nesta despedida uma geração vencedora do futebol nacional. Depois de Romário, o camisa 9 mandou na grande área por onde passou e atraiu milhões de apaixonados por futebol.
Seu “canto do cisne” foi em 2009, quando ainda dispunha do resto de suas forças e conquistou a Fiel com os títulos paulista e da Copa do Brasil. As lesões que se seguiram foram os atalhos para a aposentadoria. Não valia mais a pena. Num esporte de alto nível é impossível ficar alheio às cobranças e às piadas. Por tudo o que fez no mundo da bola, o Fenômeno não merecia perder em campo a majestade. Aposentada a camisa 9, o mundo reverencia o menino de Bento Ribeiro que sonhava em chegar ao Maracanã. Símbolo de vitórias e perseverança, Ronaldo nunca desistiu das batalhas, por mais inglórias que elas parecessem, e decidiu parar ao descobrir que seus super-poderes foram roubados pelo tempo, o mais sórdido inimigo do esporte.

2 comentários:

tereza disse...

Parabéns pelo texto. Me emocionei não só pelo fato, mas pela forma como vc reverencia o jogador Ronaldo, o fenômeno. Parabéns.
Tereza

Jane disse...

Victor,
Gostei muito do novo lay out. Parabéns, viu?