sexta-feira, 25 de março de 2011

O preto e dourado volta à Fórmula 1

O alemão Nick Heidfeld substitui Robert Kubica na nova Lotus Renault
O Mundial de Fórmula 1 traz nesta temporada uma atração especial para os torcedores mais nostálgicos. A nova Lotus Renault decidiu homenagear a mítica equipe que consagrou Emerson Fittipaldi e Ayrton Senna e pintou seus carros com as cores preta e dourada.
Foi uma grande jogada de marketing para apimentar uma acirrada batalha judicial. Curiosamente, teremos duas equipes com o nome de Lotus no grid. A antiga Lotus-Coswort entrou na disputa no ano passado e foi um fiasco. Sem somar nenhum ponto na temporada, não lembrou nem de longe o carro vencedor de Emerson e Ayrton.
Bruno Senna é o piloto reserva da nova Lotus
A velha Renault vendeu sua parte na equipe de F-1 ao grupo Genii, que detém os direitos da marca Lotus para carros de rua, e anunciou a mudança de nome e distintivo ainda no ano passado. Desde então, seus dirigentes brigam na Justiça inglesa com a outra Lotus (a verde), que diz ter os direitos da marca cedidos ao seu dono, o malaio Tony Fernandes, por David Hunt, herdeiro da lendária equipe a partir de 1994. Domingo, na Austrália, as duas estarão ocupando espaço no grid, mas a que vai se destacar, certamente, será a preta. A verde deve manter o padrão do ano passado, talvez com uma pequena evolução.
O carro preto será guiado pelo alemão Nick Heidfeld e pelo russo Vilally Petrov. O brasileiro Bruno Senna é o terceiro piloto da equipe, mas nem a imensa jogada de marketing de colocar um sucessor de Ayrton no bólido da Lotus convenceu os dirigentes a apostarem no sobrinho do tricampeão para o lugar do polonês Robert Kubica, que sofreu um grave acidente neste ano e ainda não tem previsão de retorno às pistas. Mais experiente, Heidfeld ficou com a vaga.
A Lotus verde terá o italiano Jarno Trulli e o finlandês Heikki Kovalainen para guiar suas máquinas. Curiosamente, esta Lotus resolveu investir na cor original da marca. A Renault buscou a combinação mais famosa, de 70 a 80, e lançou o carro mais bonito da F-1 em 2011. Depois do primeiro Grande Prêmio, a Justiça deve, enfim, definir quem tem o direito de usar o nome Lotus. A verde corre mais riscos e já acena com a possibilidade de se chamar 1Malasya, sua razão social.

O carro lendário de Senna e Fittipaldi

Ayrton Senna conquistou sua primeira vitória na F-1 com a Lotus, em 85
A Lotus negra foi o primeiro carro a conquistar um título da Fórmula 1 com um piloto brasileiro. O troféu foi levantado por Emerson Fittipaldi, em 1972. “Era um carro lindo, mas que também me deixava preocupado. Diziam que trazia má sorte porque era preto e dourado, parecendo um caixão. Mas posso dizer agora que fui muito feliz com aquela máquina”, declarou o bicampeão mundial.
Mais tarde, Ayrton Senna despontou na F-1 na mesma Lotus. Foi pilotando o carro negro que ele conquistou sua primeira vitória, em Portugal, no dia 21 de abril de 1985, e abriu espaço para sua gloriosa carreira. O brasileiro ficou na equipe até o fim de 1987, quando se transferiu para a McLaren. No time vermelho e branco, ele virou uma lenda do esporte ao conquistar o tricampeonato mundial (1988, 1990 e 1991). 

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