quarta-feira, 11 de maio de 2011

Editorial - "Divas" que não aceitam a reserva

Os clubes brasileiros enfrentam um sério problema há alguns anos. A cultura da insatisfação com o banco de reservas no País é perversa com treinadores e atletas titulares. Os medalhões não aceitam esperar uma chance na equipe. Quando saem do time, muitas vezes por lesão, querem voltar o mais rápido possível, pressionando o técnico de todas as formas. A maioria costuma usar a imprensa para fazer o “lobby” e demonstrar insatisfação. Esse tipo de comportamento é nocivo para o grupo.
Quem cobra nos bastidores a titularidade não é bem visto no elenco, principalmente se foi contratado recentemente e não conta com a confiança da turma. Há jogadores que também gostam de formar o bloco dos insatisfeitos para minar o trabalho do técnico. Se o profissional for inexperiente, terá mais dificuldades. A pressão ganha corpo dentro do clube e prejudica demais o trabalho.
Basta observamos o noticiário esportivo por uma semana para identificarmos esses personagens do futebol nacional. Esse comportamento, inclusive, deixa dirigentes e treinadores diante de um dilema: sem um grupo qualificado, é impossível fazer sucesso em competições longas, como o Brasileirão, por exemplo; mas também é complicado manter o equilíbrio do time sem conter focos de indisciplina.
Na Europa, onde a gestão é bem mais profissional, esse tipo de comportamento não é aceito. O jogador que não espera sua oportunidade na reserva dificilmente é mantido no grupo. Uma pequena série de atos de indisciplina termina em rescisão de contrato.
Nossos dirigentes precisam ser mais radicais com esses jogadores. Se eles recebem em dia, devem respeitar a hierarquia, a torcida e o clube. O futebol nacional perde muito ao alimentar essas “divas” da bola, que se acham no direito de passar por cima de companheiros e técnicos simplesmente porque têm nomes conhecidos. A insatisfação boa é a que inflama o atleta nos treinos e o deixa motivado para buscar a vaga na equipe dentro de campo.

Melhor saída – A alternativa para ter elencos fortes e comprometidos é o investimento na base. Se os clubes lançarem suas melhores revelações ao longo das disputas mais importantes, o risco de haver essas instabilidades é bem menor. Enquanto não houver um trabalho de conscientização profissional da maioria dos “medalhões”, a ordem é apostar na juventude e em experientes comprometidos.  

3 comentários:

Tábata Sanches disse...

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Van disse...

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Túlio Siqueira disse...

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