segunda-feira, 27 de junho de 2011

Mano enfrenta a sombra de Muricy

Mano precisa estar preparado para a pressão
Mano Menezes sempre teve que enfrentar a sombra de Muricy Ramalho. No ano passado, antes de a CBF definir o técnico da seleção brasileira, o gaúcho era o mais cotado para assumir o cargo, mas, no dia decisivo, o presidente da Confederação, Ricardo Teixeira, resolveu apostar no então técnico do Fluminense.
Muricy não aceitou o convite e Mano, como segunda opção, foi efetivado no cargo. Desde que assumiu a seleção, o treinador ainda não empolgou. O cartão de visitas, com a vitória por 2 x 0 sobre os EUA, animou os torcedores e a crítica, mas as derrotas para Argentina e França deixaram o técnico na berlinda.
A pressão em cima de Mano aumenta a cada partida. Nos últimos amistosos disputados no Brasil, contra Holanda e Romênia, a seleção foi muito vaiada e, mais uma vez, o trabalho do treinador foi colocado em xeque.
O técnico disse que chamou agora alguns jogadores experientes para não tirar a força da seleção, mas avisou que seu objetivo é renovar o grupo. “A faixa etária da seleção, sem criticar meu antecessor Dunga, era muito alta (29 anos e três meses). Então é preciso dar continuidade à reformulação. Há vários jovens com qualidade para atuar na seleção e só há uma forma de dar esperança a eles: colocando esses meninos para jogar. Mas também não podemos levar só jovens para disputar a Copa América, que é um torneio muito duro. A Argentina está pressionada para ganhar. Então, também precisamos misturar porque não podemos jogar mal nesta competição”, avaliou Mano.
Para aumentar o clima de instabilidade, Muricy exorcizou seu último fantasma e conquistou o título da Libertadores na última quarta-feira, com o Santos. Dessa forma, o currículo do treinador ganhou agora status internacional. Isso sem contar o fato de ele ter conquistado quatro dos últimos cinco campeonatos nacionais. Comenta-se nos bastidores da bola que Muricy pode ser convidado para substituir Mano antes da Copa de 2014. Por isso, apenas bons resultados podem manter o gaúcho no cargo mais importante do futebol nacional. A Copa América será um ritual de passagem. Se vencer, deve seguir viagem sem problemas. Se perder, vai começar a sentir o peso do boné.

Conselho - Campeão mundial em 2002, o técnico Luiz Felipe Scolari fez um alerta ao amigo Mano. “Posso falar com propriedade que quando perdemos para Honduras na Copa América recebi pancada de tudo quanto foi jeito. Sei o quanto influencia no relacionamento com a imprensa, com os jogadores e para ter o projeto aceito. É bom que Mano faça um belo trabalho. Saiba que será cobrado. Vai ser, ele sabe disso, tem de ter cabeça boa, tranqüila”, comentou Felipão.

2 comentários:

Andreza Cavalera disse...

Oi
=]
♥ღ Mulheres Que Amam Errado ♥ღ
http://mulheresqueamamerrado.blogspot.com

Lilian Gonzalez disse...

Acredito que a visão de jogo do técnico Muricy é muito maior que do Manom, sem contar a experiência que Muricy dá de 10 e não pode deixar de lado a questão sorte e competência que Muricy tem de sobra.