quarta-feira, 15 de junho de 2011

Mano Menezes abre o jogo

Mano Menezes quer adotar o esquema do Corinthians 2009 na seleção
O técnico Mano Menezes debateu questões relevantes sobre a seleção brasileira no Programa “Bem, Amigos!”, do Sportv, na noite de segunda-feira. Ele avisou que seu objetivo é repetir agora o que fez no Corinthians há dois anos. Na prancheta, isso quer dizer que Mano vai escalar a seleção na Copa América, basicamente, no 4-3-3. Para o sistema funcionar, ele precisa de atacantes que se movimentem muito para ocupar espaços e que também voltem ao meio-campo para compactar o time.
Antes de a Copa América da Argentina começar, ele pretende trabalhar esse sistema e seu objetivo é escalar Paulo Henrique Ganso como o homem de articulação. O treinador confirmou que o camisa 10 do Santos, em boas condições físicas, é titular absoluto. Ele quer que o time gire em torno do armador, como fazia o Corinthians de 2009 em relação a Douglas. Os dois atacantes mais abertos, a princípio, são Robinho e Neymar. Como ponta-de-lança, o treinador disse ainda estar em dúvida entre Pato e Fred.
Caso Ganso não se recupere da lesão muscular que sofreu, o treinador disse ter duas opções para o setor de criação: Elano e Jádson. Ele testou a equipe com eles contra Holanda e Romênia, mas ainda houve ruído na comunicação com ataque. O jovem Lucas, do São Paulo, pelo visto, é uma opção para o lugar de Robinho. O jogador do Milan não se apresentou bem nas últimas partidas da seleção e corre o risco de perder o posto nos treinos que antecedem a competição. A seleção se apresentará na próxima segunda-feira e, se o vulcão chileno não atrapalhar, estreará na Copa América contra a Venezuela, no dia 3 de julho, em La Plata.

Ganso é a grande aposta de Mano na Copa América
Responsabilidade - Como já havia escrito neste mesmo espaço, Mano toma como exemplo para o seu trabalho o amistoso contra os EUA. O Brasil venceu o jogo por 2 x 0, e o treinador considerou o trabalho executado por Ganso quase perfeito. Vale lembrar que o desempenho foi alcançado antes das duas graves lesões sofridas pelo atleta.

Dando um tempo - Mano disse que conversou com Kaká, e ele disse não estar pronto para disputar a Copa América. O treinador da seleção não descartou o retorno do meia, mas deixou claro que, para isso, o jogador precisa cumprir todas as etapas da recuperação física e técnica no clube.

Time em formação - O torcedor brasileiro ficou mal-acostumado. Num passado recente, a seleção realmente tinha os melhores jogadores do mundo e entrava como favorita em qualquer competição que disputasse. O futebol mudou e hoje não temos tantas opções. A esperança de Mano é que a nova geração arrebente logo e correspondas às expectativas. Vivemos o terrível período de transição.

Barrado no baile - Um dos brasileiros que fazem mais sucesso hoje na Europa é o lateral-esquerdo Marcelo, do Real Madrid. O jogador foi poucas vezes convocado, mas, segundo o treinador, foi o seu comportamento fora de campo que o tirou da Copa América. “A ausência dele engloba tudo que se pensa sobre postura para estar na seleção. Não quero dizer que isso não possa ser corrigido, mas, para mim, a coisa mais importante no futebol é vestir a camisa da seleção e quero que todos pensem assim”, declarou o treinador.

Questionamentos 1 - Mano respondeu sobre a ausência de Marcelo justamente por que a lateral-esquerda ainda é um problema da seleção. André Santos é homem de confiança do treinador, mas parece ser lento demais para assumir de vez a camisa número 6. Há restrições. Seu reserva Adriano não joga com frequência no Barcelona. Muitas vezes, ele é a terceira opção de Pep Guardiola.

Questionamentos 2 - O atacante Fred também merece questionamentos. O jogador está visivelmente fora de forma no Fluminense e foi convocado numa fase ruim de sua carreira. Mano explicou que ele é um atacante especial, capaz de cumprir funções diferentes das executadas por centroavantes comuns e que, por isso, resolveu fazer a aposta. A Copa América pode abrir ou fechar de vez as portas do escrete para o camisa 9. Só depende do seu desempenho.

As chaves - A primeira fase da Copa América foi dividida em três grupos. No “A” jogam a anfitriã Argentina, a Bolívia, a Colômbia e Costa Rica. O Brasil caiu no “B”, junto com Venezuela, Equador e Paraguai. A chave “C” conta com Chile, México, Uruguai e Peru.

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