domingo, 12 de junho de 2011

Romário x Ronaldo

Na seleção brasileira, Ronaldo e Romário jogaram juntos 14 vezes
“Depois de mim, Ronaldo foi o melhor”. A frase, nada modesta, é de um certo baixinho de nariz empinado que fez história no futebol. Nos dias posteriores à aposentadoria do Fenômeno, os torcedores aguçaram a memória e iniciaram um desafio pelos bares do País. Quem foi o melhor? Ronaldo ou Romário.
Na prática, o camisa 9 conquistou mais Copas. Sem jogar, foi campeão em 1994 e, com atuação brilhante, levou a seleção ao quinto título mundial, em 2002. Romário fez mais gols, teve uma carreira bem mais longeva e conquistou um Mundial como o grande astro, em 94. Ambos foram geniais.
Dentro da grande área, com os dois no auge, acho que Romário foi melhor. Sua colocação e sua capacidade de definição impressionavam até Pelé. Além de finalizar com os dois pés e ter um amortecedor no peito, o Baixinho era frio e exímio cabeceador. Ele dependia menos do físico e, por isso, prorrogou sua aposentadoria até os 42 anos.
Ronaldo aliava técnica a uma impressionante explosão física. Seus gols marcantes nasceram de arrancadas. Romário, ao contrário, era o mestre do arremate.
Na seleção brasileira, Ronaldo atuou mais. Curiosamente, o Fenômeno, atormentado por tantas lesões, se recuperava nos momentos em que camisa amarela o convocava.
O Baixinho, ao contrário, sofreu lesões graves no período de preparação para dois mundiais e, efetivamente, só foi útil na Copa que o consagrou. Assim, mesmo tendo se aposentado aos 34 anos, Ronaldo disputou 105 jogos pela seleção, contra 85 de Romário. O Fenômeno marcou 67 gols defendendo o País, contra 55 do camisa 11.
Na Europa, no entanto, Ronaldo será mais lembrado do que Romário se for feita uma pesquisa daqui a 15 anos. O camisa 9 jogou no Velho Continente durante seu auge e por lá ficou até o início da decadência. Investindo em sua qualidade de vida, Romário voltou ao Brasil em 1994 e fez história vestindo as camisas de Flamengo, Vasco e Fluminense. Uma heresia para os conservadores europeus. Mandou e desmandou no Rio e, mesmo tendo forçado a barra nas contas, comemorou seu milésimo gol.
A carreira desses craques recolocou o Brasil na condição de maior potência do futebol mundial. O título havia sido perdido na década de 70, mas, a partir dos anos 90, eles trataram de comandar, em campo, a nossa reação. Hoje, a velha camisa amarela sonha com os gols desses mestres e torce para que as gerações que se seguem possam honrar os números mágicos que eles defenderam.

Juntos - Mesmo com dez anos de diferença na idade, Romário e Ronaldo atuaram juntos em 14 partidas pela seleção brasileira. A dupla causou furor na preparação para o Mundial de 1998 e só foi desfeita por causa de um estiramento sofrido pelo Baixinho. Cortado por Zagallo, ele viu o Brasil perder o título para a França na grande decisão.

Números - Os números da dupla merecem destaque. Juntos, Ronaldo e Romário disputaram 19 jogos pela seleção, vencendo 14, empatando três e perdendo dois. Atuando no ataque, eles marcaram 33 gols, média de 1,73. Ronaldo disputou 622 partidas na carreira e marcou 419 gols. Ele é o segundo maior goleador da seleção, balançando a rede 67 vezes, e é o artilheiro da história das Copas, com 15 gols. Romário disputou 1.117 partidas na carreira e, segundo suas contas, marcou 1002 gols. Ele disputou duas Copas, 1990 e 1994, e balançou a rede cinco vezes.

Os melhores - Ronaldo foi eleito o melhor jogador do mundo em 1996, 1997 e 2002. Romário recebeu a honraria em 1994.

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