quinta-feira, 7 de julho de 2011

Messi não é ídolo na Argentina

Messi saiu vaiado de campo após o empate de ontem com a Colômbia
Lionel Messi é um estranho no ninho da Argentina. O melhor do mundo não é ídolo em seu país. Pelo contrário. É “acusado” de ter feito a vida na Espanha e de não se identificar com a camisa azul e branca. Agora, na Copa América, essa pressão é quase insuportável. O craque do Barcelona é vaiado em uníssono pela massa e, ao lado do técnico Batista, está no olho do furacão.
Nacionalistas convictos, os argentinos esperavam um show no torneio continental. Eles não vencem uma competição profissional há 18 anos. O Brasil viveu situação parecida na década de oitenta. Nesses tempos, para países passionais e fanáticos pelo jogo de bola, um soco já é uma guerra. Por isso, os empates contra Bolívia e Colômbia tiveram peso até na Casa Rosada. A seleção de lá é mais contestada hoje do que a nossa. E vale destacar que nossas cornetas são bem mais dissonantes e mais numerosas. O argentino costuma cantar o tango sofrido até a última estrofe. No Brasil, se o samba atravessar no início da harmonia, ninguém perdoa os músicos.
Hoje, apenas Carlitos Tevez é poupado na seleção. O jogador nasceu e foi criado no Boca Juniors e tem a simpatia da massa. Conhece como poucos boleiros os dramas argentinos e, para o povo de lá, encarna o sentimento da nação. Messi é apenas um forasteiro, que alcançou destaque longe dos campos de Buenos Aires e parece ter sido tomado pelo espírito catalão.

Complicou - A Costa Rica venceu a Bolívia por 2 x 0 hoje à noite e chegou aos três pontos no Grupo A. Nesse momento, a Colômbia lidera a chave, com quatro pontos, e a Argentina ocupa o modesto trerceiro posto, com apenas dois. O Bolívia é a lanterna, com um. Segunda-feira, os argentinos decidem sua sorte contra a Costa Rica. A Bolívia pega a Colômbia no domingo.

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